Sem dúvida sol

Sol Cayo Coco: A melhor praia sem dúvida - Veja 5.280 dicas e avaliações dos hóspedes, 7.046 fotos e encontre promoções para Sol Cayo Coco, no Tripadvisor. O sol gera energia através da fusão nuclear do Hidrogênio, ele combina átomos de Hidrogênio para criar Hélio e emitir energia na forma de luz e calor. Para o reino vegetal, atua no processo de fotossíntese, e sem ele nossa alimentação estaria comprometida, já que é através da luz solar que as plantas desenvolvem seus frutos. Sem dúvida: Herança dos antigos astrônomos ... e Capricórnio também são linhas projetadas na Terra a partir de posições alcançadas pelo Sol em seu deslocamento no céu. Os antigos ... O que ocorre na verdade é que no interior do Sol acontece o que chamamos de Fusão Nuclear, a pressão que existe no interior do Sol faz com que os átomos de Hidrogênio se juntem e formem o Hélio, toda esse processo da junção do Hidrogênio ocorre a mais ou menos 2 milhões de graus Celsius( temperatura um pouco maior que a cidade do Rio de Janeiro -kkkkk). A gente sente falta de caminhar, de água, de sol. Sair, ver gente, conversar, encontrar, poder trabalhar de outro ângulo, sem dúvida é fascinante. Eu sempre tive rodinhas nos pés, então esse ... Sem o Sol não haveria calor na terra nem vida humana, animal ou vegetal. Sem Deus não há vida espiritual, e sem Jesus Cristo não há salvação. PRAÇA MAIOR, SEM DÚVIDA solesombra 18 de Março de 2019. 0 0 329 views. 0 Shares 0 0 0 0. A maior praça do País, que nos últimos anos – basicamente desde a criação da área de exposições longe da arena, o CNEMA – parecia amaldiçoada. Pois na primeira corrida de 2019 quebrou-se o feitiço, uma praça que nunca conseguia ganhar ... Sem a luz do Sol ou de uma lâmpada artificial, isso seria algo impossível. O legal é que todas as vezes que alguma coisa é colocada na frente da luz do Sol, esse objeto bloqueia a passagem dessa luz e forma uma região sem a luz solar. Essa região recebe o nome de sombra. ... sem dúvida, essa foi uma das principais invenções ... Residencial Bahia Sol, localizado na praia do Lugar Comum, em Nova Viçosa-Ba, a mais bela praia da Costa das Baleias, oferece para temporada Aptos mobiliados com 1 ou 2 quartos com piscina, estacionamento privativo e internet wireless, tudo para que suas férias sejam inesqueciveis neste paraiso. o colinas do sol dispÕe de 120 apartamentos com tipologias t0 a t3. todos os apartamentos estÃo equipados para que possa usufruir da sua estadia em regime de self catering sem preocupaÇÕes.

Tava no meio de uma crise e precisei escrever

2020.10.22 01:07 DoWidzenya Tava no meio de uma crise e precisei escrever

"Você tá bem?"
Não eu não tô
Eu não tô e pronto
Sla hj foi um dia de merda
E o pior é que eu nem tenho justificativa pra dizer que hoje foi um dia de merda
O dia tava lindo o sol tava brilhando, ela falou comigo de manhã, a gente conversou, tava tudo indo bem e de repente...
Eu desabo
Eu desabo e parece que eu tava guardando tanta coisa dentro de mim pq sai tudo de uma vez, as lágrimas não param de rolar, eu choro pra caralho, eu escrevo pra caralho e eu paro de chorar
Eu penso no porque eu tô chorando, pq eu quebrei desse jeito o que que tá de errado comigo e eu não sei...
Eu simplesmente não sei Não aconteceu nada nos últimos 6 meses, literalmente nada, e tava tudo bem 10 minutos atrás, porque eu tô chorando porra?
Parece que eu guardei um monte de coisa, fui guardando até transbordar, só que eu escondi tão bem que mesmo quando transborda eu não consigo saber o que era que eu tava guardando
E aí eu fico com raiva
E quanto mais com raiva eu fico mais de longe parece que eu vejo a cena
É patético
Um idiota chorando literalmente sem motivo
Eu olho ao redor dele, vendo o que transbordou e tento pelo menos entender algo
Nem as lições da escola ele tava fazendo
Enquanto todo mundo tá lá se matando pra fazer as coisas, tendo algum motivo, se estressando com a vida escolar, ele simplesmente escolheu não fazer nada
Mas isso passa. Ele escreveu sobre esse sentimento pra ele mesmo e passou
Passou
Isso acontece uma, duas vezes por mês
Já é normal
Eu já devia ter me acostumado
E eu volto de novo pra dentro de mim
Sigo o meu dia
Até eu, sinto como se nada tivesse acontecido
Eu quase esqueço que aconteceu, na verdade
Faço piada, rio, até comento sobre isso com uma ou duas pessoas de confiança
Tá tudo bem, agora tá bem
Até o barulho dos carros ficar mais fraco
Até não ter tanta gente andando nas ruas
Até o barulho do mundo parar
Até chegar a noite
É nessa hora que tudo vem de novo e eu percebo que em segundo plano, eu tava tentando resolver essa dúvida. Eu passei o dia tentando entender porque eu tava mal
E eu achei a resposta
É simples
Eu sou um ator que morreu no personagem
É engraçado até. Irônico se preferir
Eu tentei tanto esconder o que eu sentia, que eu consegui
Parede atrás de parede, máscara atrás de máscara, eu fui construindo uma defesa que acabou ficando boa demais
Eu não sei porque eu tava chorando mais cedo porque eu não sei nem se era eu chorando
Talvez fosse mais um personagem que eu criei
Qual?
O que eu uso pra falar com a minha mãe e fingir que quando ela me ignora isso não dói?
Com a minha irmã, que claramente não gosta de mim mesmo eu me esforçando pra tentar virar amigo dela?
O que eu uso pra ir pro serviço, que simplesmente abaixa a cabeça e obedece e finge que tá satisfeito?
O que apanhava do meu pai e fingia que não doía pra não ter que admitir que morria de medo dele?
Ou será que é outro?
Porque a esse ponto eu já perdi a conta de quantos eu criei
Tem até um que finge que não sabe que na rodinha de amigos ele é o menos preferido, que finge que não sabe que fica de fora dos rolês?
Será que até mesmo a pessoa que aquela garota ama, não é só mais um?
Que seja
Eu pego o celular e ligo algum vídeo aleatório
Desisto porque isso não vai funcionar
Hoje é um dia de merda, preciso de mais imersão em alguma coisa
Ligo o videogame, é mais fácil me concentrar em colocar uma bala na cabeça de um personagem virtual do que na minha própria
Até porque eu já discuti isso
E sei que o personagem que a eu criei não pode aceitar essa porra
Então é isso. Você me perguntou se eu tô bem?
Não eu não tô
Eu tô um lixo
Mas amanhã isso passa
E se não fosse por esse texto aqui nem eu lembraria de tudo isso Amanhã isso passa e eu tô aí de novo
Hoje ela me perguntou porque eu não liguei pra ela na hora que eu tava mal
Eu não sei responder isso
Mas algum deles soube
O personagem tomou o controle
Escreveu algo sobre cada um ter sua bagagem
E que tem bagagem que se carrega sozinho
E tem outras que se compartilha
Uma mentira do cacete
Ela ficou triste, disse que estava lá pra quando eu precisasse, e disse que me amava... Ou melhor, que amava quem eu fingia ser
Eu tô cansado de fingir, eu não quero mais
Mas no meio dessa bosta toda
Eu nem sei mais se eu sei parar
Se eu consigo voltar a ser quem eu era
Se eu quero
Eu não tô bem
E eu não sei direito o porque
...
"Tô sim kkkkjj pq a pergunta?"
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2020.10.21 23:51 MaryColds O Por do Sol em casa me doe ( ˘_˘)

Eu ando muito frustada com uma coisa, é q...
Eu tô no último ano da escola e... de repente a pandemia... e eu tenho certeza que ela não vai parar antes do ano acabar, então, nem deu tempo de eu me despedir da escola, de ter pelo menos um dia de aula normal antes de ser jogada e rebolada no "mundo dos adultos".
N são só o sentimento de ter todo mundo do seu lado enquanto vc estuda, onde vc pode tirar dúvidas ou trocar idéias sobre a aula com qualquer um que esteja do seu lado e principalmente imediatamente e pessoalmente com o professor. O sentimento de conversar qualquer merda numa aula que vc tá desinteressado ou que o prof faltou, jogar jogos como...(lá vai a listona kkkkk) • Uno • Baralho • Cidade Dorme • Detetive • War • Batalha Naval • Jokenpô • Verdade ou Desafio • Eu Nunca • Adedonha
Enfim, o que eu quero dizer, é q a gente vive 15 anos das nossas vidas, começando logo pelos 3 aninhos, fazendo uma única coisa da vida, e de repente, sem nem ter despedidas, sua vida muda totalmente e pra sempre...
O que sempre me faz lembrar dessa nóia é o por do Sol. Eu moro do lado da divisa entre dois municípios, a capital do estado e a metrópole (no caso eu moro na metrópole e estudo na capital), e o que dividi eles é um rio, sempre que eu voltava da escola de ônibus, o ônibus passava por cima da ponte desse rio, e ele é bem alta, pq TB passa por cima de uma linha de trem que passa do lado do rio. Como a ponte é bem alta, eu conseguia ver claramente, todos os dias, o sol se pondo entre as serras da janela do ônibus, é lindo, queria poder mostrar a quem está lendo isso. De cima da ponte também da pra ver o outro lado da cidade ligando as luzes, como casinhas de formigas. Enquanto eu via quela paisagem linda, eu escutava uma playlist de com músicas selecionadas só pra vibe daquele momento.
É daquele momento em específico que eu sinto mais falta, eu me sentia tranquila, relaxada, abençoada, grade, como se estivesse só eu no ônibus, como se estivesse até mesmo voando ( ꈍᴗꈍ).
Ver o por do Sol da janela do meu quarto ainda é lindo, mas n é a mesma coisa, todos os dias eu passo esse momento da tarde só olhando a janela, viajando nas lembranças.
Tomara que eu consiga ver essa sena de novo, e provavelmente vou conseguir ver, mas n vai ser a mesma coisa que depois de um dia na escola, usando uniforme e tals... •́ ‿ ,•̀
Enfim, vou botar aqui a playlist que eu escutava durante esses momentos, sinceramente as músicas que mais batem a nostalgia quando eu escuto é: • No No No - TheFatRat • Rise Up - TheFatRat • Close to the Sun - TheFatRat • Azure Glow - City Girl
https://open.spotify.com/playlist/38EFNAaKUmA8q8ESx9tJtu?si=dFHeiVz9TrCae-9A3E3_eA
Obg por me escutarem/lerem, eu só queria relembrar comigo mesma esses momentos _^
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2020.09.25 20:23 Vedovati_Pisos Transporte de cavalos – Tudo o que você precisa saber!

Nem todos os cavalos necessitam viajar, mas pelos menos uma vez na vida é provável que seja necessário, seja para ir ao veterinário, uma exposição ou mudar de dono.
Seja qual for o motivo, é preciso tomar todos os cuidados e precauções para garantir que a viajem seja tranquila e confortável para seu amigo equino.
Transportar seu cavalo de um lugar para outro não é uma tarefa simples. Diferente de um gato ou cachorro que cabem confortavelmente dentro do seu carro, o cavalo exige um veículo próprio ou um trailer para ser transportado por longas distâncias.
Em média os cavalos perdem 1 a 2 kg a cada hora de viagem em tempo frio, e estes valores podem agravar em temperaturas maiores.
Os cavalos podem também sofrer de supressão do sistema imunológico, complicações respiratórias causadas pela depuração diminuída de poeira, desidratação, recusa alimentar, pleuropneumonia e cólica.
Também podem ocorrer lesões provenientes de falhas ao treinar e conduzir adequadamente o equino para o veículo – seja um trailer, caminhão ou outro transporte.
Como treinar e conduzir o cavalo para o transporte
É apenas uma questão de investir tempo e vontade para ensinar ao cavalo uma forma que ele possa entender melhor e aceitar esse conceito.
Se colocarmos esse assunto numa perspectiva de tentativa e erro, lembre-se: se o “Plano A” não funcionou, existem outras letras no alfabeto.
As duas coisas mais importantes a lembrar são paciência e não ficar preso em um método ou abordagem. Para reforçar qualquer lição, ela deva ser praticada para que o cavalo compreenda o que se espera dele.
Os cavalos reagem aos estímulos de maneira diferente dos humanos. Um cavalo nunca esquece algo que o assusta.
O melhor que podemos fazer é ajudá-lo a administrar o medo, então é melhor evitar assustá-lo em primeiro lugar do que tentar corrigir o efeito mais tarde.
A primeira experiência de um cavalo com algo deve ser positiva, o que cria confiança para futuros ensinamentos. De longe, a parte mais estressante do transporte para um “novato” é a fazer o cavalo entrar no trailer, por isso, é essencial eliminar o máximo possível todo o stress dessa parte.
Como preparar o cavalo
Ir habituando o cavalo a entrar e sair do atrelado ou vagão, mesmo que não o pretenda transportar, permite que o cavalo ganhe confiança e fique mais tranquilo.
Este método torna-se bastante eficaz se houver uma emergência e não houver tempo para calmamente familiarizar o cavalo com o atrelado/vagão.
Além deste trabalho que incide sobretudo no comportamento do cavalo, deve-se também proteger as partes mais vulneráveis do animal, (as pernas e a nuca).
Existem equipamentos especiais para viagens que protege a parte inferior das pernas do cavalo, mas o animal deve ser previamente habituado a ele no estábulo.
O cavalo pode ser coberto para que se mantenha quente, mas não deve transpirar. É importante que tudo esteja bem seguro, uma vez que o cavalo se pode assustar caso algo caia ou bata nas paredes.
Alimente o cavalo com feno encharcado durante a viagem também para fornecer água adicional e evitar a desidratação e cólicas.
Expectativas realistas
Em um mundo ideal, todo cavalo já teria confiança suficiente em nós para que possamos levá-los para qualquer lugar.
Um equívoco comum é que, se o cavalo entrou no trailer ontem, ele deveria entrar de novo hoje.
Alguns cavalos podem entrar, outros não. Espere pequenos contratempos e ignore-os em vez de castigar o cavalo por ter se comportado mal.
Se a última sessão de transporte foi boa, mas hoje o cavalo tem dúvidas, dar um passo atrás para recomeçar tudo novamente não é uma derrota. É apenas dar ao cavalo outra chance de verificar a confiança que ele tem em você.
A maneira mais eficaz de minimizar esses contratempos é através de uma prática consistente.
Não é diferente de qualquer outro exercício de treinamento, a repetição permite que o cavalo identifique a rotina, determine o que queremos e teste nossa resposta para ver se ele está fazendo o que pedimos.
Pense cuidadosamente nessa última parte. Você estará ao lado de uma das criaturas mais perceptivas do planeta. Tudo o que você faz, tudo o que seu corpo faz, a forma como você respira e para onde você olha está sendo avaliado pelo cavalo.
Entendendo como o cavalo vê as coisas
A percepção da profundidade do cavalo não é tão aguda como a nossa; embora eles geralmente possam discernir os detalhes em distâncias muito maiores do que nós, eles não conseguem determinar exatamente a distância de algo.
É por isso que eles abordam ‘coisas novas’ lentamente e, também, por que precisam parar e olhar para a rampa ou o acesso de um trailer. É também por isso que eles se podem se assustar com algo que esteja ao lado deles ou a um metro de distância, ou amassá-lo contra uma parede enquanto andam.
Eles não são cegos ou bobos – eles simplesmente não enxergam as coisas da maneira que nós enxergamos.
Os cavalos também veem detalhes que muitas vezes nós não percebemos: um carrinho de mão colocado a poucos centímetros de distância de onde estava ontem, um visitante vestindo um chapéu diferente ou um aroma sutil na brisa é o suficiente para colocar muitos cavalos em alerta.
A imagem da visão do cavalo abaixo fornece algumas pistas sobre o que os cavalos podem e não podem ver.
Observe a área grande e cega diretamente atrás do cavalo e a menor, imediatamente em frente ao focinho.
A visão binocular do cavalo (capacidade de ver simultaneamente com os dois olhos) é limitada a um campo estreito diretamente na frente da cabeça.
Manter esses atributos em mente pode a ajudar o cavalo a ver o que vemos, e nos permite prever que situações podem provocar um susto.
Note as regiões monoculares excessivamente grandes de cada lado da cabeça do cavalo.
O cavalo é capaz de coletar sinais audíveis e visuais de ambos os lados simultaneamente.
Esta informação é processada diretamente do olho ou da orelha, o que significa literalmente que o cavalo consegue enxergar os dois lados da cabeça ao mesmo tempo e avaliar esta informação de forma independente. Então, se o seu cavalo se assusta com algo, tente olhar do outro lado, ele pode ter visto algo que você não viu.
Cuidados no transporte
Isso pode parecer básico, mas nunca tente conduzir um cavalo para um reboque que não esteja devidamente engatado em um veículo apropriado.
Ao transportar um cavalo deve ter uma condução segura, evitando acelerar ou frear bruscamente.
Não deve viajar com tempo quente a não ser que seja absolutamente necessário. No verão é mais vantajoso iniciar a viagem com o nascer do sol ou já ao fim da tarde para evitar as horas de mais calor.
É importante que o cavalo se mantenha hidratado. Não faça paradas em que não retire o cavalo do atrelado ou vagão, ou pelo menos evite, uma vez que imobilizado, tanto o atrelado como o vagão têm tendência a sobreaquecer.
Aqui estão alguns passos essenciais para a colocar o cavalo no trailer:
• O cavalo deve, pelo menos, respeitar seu espaço o suficiente para não interferir nele. Se você não consegue controlar o cavalo no chão, então está procurando problemas ao tentar colocá-lo em uma pequena caixa de lata.
• O condutor deve ter a confiança para levar o cavalo para onde ele quiser e poder fazer o animal ficar parado. Se você não tem as qualidades para ser o “chefe”, então encontre alguém que tenha. Qualquer coisa menos do que isso é perigosa para você e para o cavalo.
• Deixe seu relógio no bolso. Subconscientemente, nós transferimos nossas restrições de tempo para o cavalo, o que atrapalha a confiança do animal em você.
• O melhor cenário é estacionar o trailer em uma arena ou um espaço grande, mas cercado. A ideia é mostrar ao cavalo que ele tem um escape se sentir medo – mas o espaço deve ser relativamente restrito no caso de algo sair errado.
• O piso do trailer ou do caminhão deve ser emborrachado para dar mais conforto e segurança ao cavalo durante o transporte. Ele já estará confinando, então tudo o que você puder fazer para amenizar o stress, ajudará muito.
• Paciência, paciência, paciência. Se você não tiver isso, faça o projeto para alguém que seja tolerante o suficiente para fazer o primeiro passo direto.
Existem muitas formas e técnicas de fazer o cavalo entrar no trailer ou caminhão.
Você deve encontrar a que funciona melhor para o seu cavalo. Como dissemos antes, a repetição e prática ajudam a tornar essa tarefa cada vez mais fácil, aumentando a confiança do cavalo em você.
10 dicas para transportar seu cavalo sozinho
Na maioria das vezes, a ajuda de outras pessoas é necessária – seja de toda uma equipe ou de amigos, do cuidador, do veterinário ou do próprio dono (no caso de você estar transportando o cavalo de outra pessoa). Além disso, é preciso checar vários fatores para que o transporte seja feito com segurança, como as condições do veículo até a saúde do cavalo.
Mas e se você precisar transportar o seu cavalo e não tiver ninguém disponível para lhe ajudar nesse momento específico?
A boa notícia é que você mesmo pode fazer tudo, se seguir essas 10 dicas para transportar seu cavalo sozinho.
1 – Mantenha a revisão e manutenção do seu veículo em dia
No dia da viagem, certifique-se de que esteja com o tanque cheio. E dias antes, faça uma revisão geral no veículo – seja no seu caminhão ou no trailer do cavalo. Eixos, pneus, óleo, etc. Ou seja, tudo o que você olharia se fosse fazer uma viajem comum. Leve também equipamentos e peças sobressalentes como cabos, correntes, kit de primeiros socorros, etc.
Importante: É preciso sempre pensar na segurança e no conforto do cavalo durante o percurso. O transporte de cavalos exige uma série de cuidados especiais. É preciso atentar para o tempo em que o equino ficará embarcado, respeitando as limitações do animal. Se em boas condições de viagem, os animais podem suportar cerca de 20 horas de viagem sem paradas, lembrando que, quanto mais tempo embarcado, mais o animal apresentará problemas, como estresse.
Para oferecer mais segurança e conforto no transporte do seu cavalo, opte por pisos emborrachados no seu caminhão, trailer ou reboque. Eles eliminam a serragem, areia e maravalha; são antiderrapantes e seguros; são confortáveis, macios e flexíveis; além de duráveis e resistentes.
Esses cuidados lhe darão a paz necessária para fazer o transporte do seu cavalo com confiança.
2 – Faça um checklist de todos os seus equipamentos
Todos nós temos aquela sensação desagradável de termos esquecido alguma coisa importante enquanto viajamos. Numa viagem com amigos ou com a família, você consegue substituir ou comprar novos itens. Mas quando se trata de viajar com seu cavalo, pode ser mais difícil encontrar algum equipamento ou ferramenta específicos. Por isso, faça uma lista de todos os itens que você deve levar durante o transporte. Tire um tempo para verificar cada item da lista e ter a certeza de que está levando todos eles. Obviamente, leve todas as documentações (sua e do seu cavalo).
3 – Conheça bem a rota da viagem e as alternativas
Em tempos de GPS e Waze, viajar de carro tornou-se uma tarefa mais exata, evitando que você se perca. Porém, é bom não confiar 100% nos seus dispositivos eletrônicos, pois eles não são infalíveis. Procure levar com você um mapa do trajeto e tente estudar bem o caminho e rotas alternativas antes de viajar. Dar uma olhada no local e no percurso pelo Google Street View ajuda a memorizar alguns pontos de referência visuais que o GPS não mostra, o que lhe garantirá mais segurança enquanto estiver dirigindo.
4 – Leve kits de primeiros socorros para você e para seu cavalo
Sabemos que esses dois itens são obrigatórios em qualquer viagem, mas, ao viajar sozinho com seu cavalo eles são ainda mais importantes. Certifique-se de que todos os itens estejam dentro da validade e prontos para o uso caso precise deles. Especialmente importante para seu cavalo: você precisa ser capaz de administrar ou aplicar qualquer item ou medicamento do kit no animal. Por isso, é bom conversar com o veterinário antes de viajar para aprender a usar corretamente todos os itens de forma correta e segura.
5 – Leve um carregador de bateria para seu celular
Ao transportar seu cavalo sozinho, o telefone celular é mais do que uma mera conveniência; ele pode significar a diferença entre uma resposta rápida para uma emergência ou ficar preso com seu cavalo por horas. Antes de iniciar a viagem certifique-se de que a bateria do seu celular totalmente carregada. Lembre-se de que usar o GPS do celular consome a bateria rapidamente, então é bom mantê-lo ligado ao carregador do veículo durante o uso e, também, levar com você uma (ou mais) bateria recarregável, conhecidas como ‘power banks’.
6 – Estabeleça um tempo razoável
Procure ter bastante tempo para se preparar para a viagem. Sem a ajuda de amigos, você descobrirá que muitos dos itens do seu checklist demoram mais para serem completados. Por isso, é importante ter tempo para preparar o veículo e cuidar do cavalo com calma. Nada deve ser feito às pressas. Verifique várias vezes seu checklist para se certificar de que nada tenha passado despercebido.
7 – Tente se antecipar aos problemas
É claro que você não faria uma viajem sozinho com seu cavalo se não tivesse certeza de que é capaz disso. Mas existem outras tarefas que podem precisar da sua atenção na estrada. Você é capaz de trocar o pneu do trailer sem ajuda? Você sabe como aplicar corretamente os jumpers para recarregar uma bateria? Procure se antecipar a eventuais problemas que possam ocorrer no trajeto e tenha certeza de que você é capaz de lidar com cada um deles.
8 – Escolha alguém para manter contato
Compartilhe sua agenda e o trajeto da viagem com uma pessoa de confiança – seja alguém da sua casa, da fazenda ou do haras. Se essa pessoa souber seu horário de partida e a previsão de chegada no destino, ela saberá que algo pode estar errado caso você não responda em intervalos de tempo pré-determinados. Por exemplo, vocês podem combinar de mandar apenas um “alô” pelo celular de hora em hora, dependendo do tempo do percurso, para avisar que tudo está dentro do planejado.
9 – Reduza sua programação
Considerando que você não terá ajuda, tome cuidado para não se estender demais. Se, por exemplo, você estiver indo para uma competição de equitação, tente não participar de muitas modalidades. Se a sua viagem de volta estiver marcada para o mesmo dia, você não pode estar cansado demais para dirigir. Além disso, seu cavalo também estará cansado e a viagem de volta pode ser estressante para ele.
10 – Use essa oportunidade para fazer novos amigos
As oportunidades de socializar em eventos de cavalos são um dos atrativos para os criadores e cavaleiros. Você poderá encontrar outras pessoas que também viajaram sozinhas com seus cavalos e poderão trocar dicas e experiências. Ao oferecer sua ajuda, você fará novos amigos e poderá encontrá-los em eventos futuros.
Transportar seu cavalo sozinho é uma tarefa cansativa e exigirá muita atenção e cuidado – tanto com animal quanto com você mesmo. Porém, essa também é uma atividade que aumentará a sua confiança e estreitará mais os laços entre você e seu cavalo.
Cuidados especiais em viagens longas
É muito importante cuidar com o tempo em que o ficará embarcado, respeitando as limitações do animal.
Geralmente, se em boas condições de viagem, os cavalos podem suportar cerca de 20 horas de viagem sem paradas. Lembrando que, quanto mais tempo embarcado, mais o animal apresentará problemas, como stress.
Deve-se levar o cavalo ao veterinário para um check-up completo. Qualquer doença que o cavalo tenha, tende a agravar-se durante viagens longas.
Quando chegar ao destino, vigie o estado do cavalo e leve-o a um médico veterinário para que os pulmões possam ser observados.
A pleuropneumonia é risco comum em viagens de longa distância, esta infecção pode ser fatal. Além disso, dê algum tempo ao cavalo para que este possa se acostumar com o novo local.
Se a vigem foi longa, o cavalo pode demorar alguns dias para recuperar o peso que perdeu.
Mesmo depois de uma viagem curta, não há nada melhor a um cavalo do que algum tempo no campo.

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2020.09.25 16:27 Vedovati_Pisos Veja o que é necessário para construir um canil doméstico

Construir um canil doméstico é a forma de oferecer um cantinho confortável para seus cachorros, caso eles não vivam dentro de casa. Mas é importante saber escolher todos os recursos para conservar a limpeza e higiene do local, prevenindo diversos problemas que podem afetar a saúde dos animais. Além de providenciar um espaço coberto para os cães se protegerem das condições climáticas e se alimentarem, instalar o piso certo fará toda a diferença.
Construindo o espaço
O primeiro passo para construir um canil doméstico é reservar espaço suficiente para o cachorro se sentir confortável e não preso. Se for nos fundos da casa, melhor ainda, porque o animal fica longe dos barulhos da rua, que podem estressá-lo. Seguindo essa regra, o bichinho vai facilmente adotar o local como seu favorito da casa.
As medidas do canil devem ser proporcionais ao porte do seu cachorro. Para raças grandes, o mais recomendado é reservar uma área coberta de no mínimo 2 m x 2 m (4 m²) e 1.5 m de altura. Já raças de porte médio precisam de uma área coberta com pelo menos 2,5m² e 1 m de altura. Por fim, cães pequenos ficam bem em área coberta de 1m² e 60 cm de altura.
Para construir a área coberta, utilize alvenaria ou madeira (certifique-se de que não tenha pregos ou esteja soltando farpas) e telhas de barro, porque são materiais que deixam o local mais arejado, ventilado e fresco. Já a área externa deve ter pelo menos 4 metros, permitindo que os animais possam brincar livremente.
As grades de ferro são as melhores para demarcar o território do canil e evitar que os cachorros saiam. Elas permitem a passagem de sol e evitam que os cachorros se sintam presos, diminuindo o estresse dos animais, e devem ter pelo menos 2,10 metros de altura.
Por que se preocupar com o piso do canil?
Quem deseja construir o canil doméstico costuma não dar importância ao tipo de piso do local, que acaba sendo o mesmo do quintal. Mas pisos de cerâmica ou cimento comum não são desenvolvidos para esse objetivo, além de serem muito duros e ásperos. Lembre-se de que seus cachorros vão dormir naquele espaço e, portanto, precisam de uma superfície mais macia e flexível.
Caso seus cachorros sejam de médio ou grande porte, correm o risco de desenvolverem calos nos calcanhares e cotovelos devido ao atrito dessas regiões com o chão ao se sentarem ou deitarem. As lesões podem se agravar, provocando escaras que, além de doloridas, levam à febre, infecções e até bicheiras.
Os pisos comuns não têm capacidade de drenar umidade, o que facilita a proliferação de micro-organismos e provoca reações alérgicas e respiratórias nos animais. Sem contar que o acúmulo de água da chuva deixa o solo escorregadio, perigo para os cachorros que podem cair e se machucar.
Outro problema muito comum ao construir um canil doméstico em espaços externos com piso comum é a dificuldade em manter a limpeza e higiene. Isso faz com que o local fique com odores fortes impregnando toda a sua casa.
Qual piso escolher para construir um canil doméstico?
Se você pretende construir um canil no quintal de casa, portanto, deve optar por um piso que ofereça conforto e segurança aos seus cachorros, além de manter o local seco e limpo. No mercado, já existem superfícies desenvolvidas especificamente para esses espaços e o mais eficiente entre eles é o piso emborrachado.
O piso emborrachado para canil é macio e flexível, portanto, absorve o atrito com o chão e evita que seus cachorros sofram com a formação de calos. Ao mesmo tempo, é isolante térmico, oferecendo uma temperatura mais confortável no canil. Por fim, absorve bem a umidade, proporcionando uma área antiderrapante, mais segura para seus cachorros se movimentarem sem risco de quedas.
Outro benefício do EBV-16 é sua capacidade antiderrapante, permitindo que o pet se levante e caminhe com mais firmeza, sem risco de escorregar e machucar as articulações. Os pinos na parte inferior do estrado possibilita melhor drenagem dos líquidos e aeração.
Por se tratar de um revestimento, é instalado em cima do piso original, sem necessidade de obras para substituí-lo. Durável e fácil de limpar, ao escolher esse piso, você oferecerá um ambiente aconchegante, confortável e higiênico aos seus melhores amigos.
Além do EBV-16 a Vedovati tem uma linha de pisos especialmente pensados para áreas de circulação de cachorros. Conheça todos os modelos e suas respectivas indicações para construir um canil doméstico completo. Se tiver dúvidas sobre qual escolher, entre em contato com nossos consultores que lhe indicarão o mais apropriado.
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2020.09.24 05:06 DrackNael Capítulo 7 Conflito na floresta

Conflito na floresta

Na floresta do caçador, o grupo de índios da tribo Xavantes com aproximadamente 50 guerreiros, liderados pelo chefe Hachita está aguardando a chegada do chefe Nuvem Branca e seus guerreiros, em uma clareira na parte norte da floresta.
Quando o grupo de Nuvem Branca chega, chefe Hachita olha com confusão para os poucos homens que Nuvem Branca havia trazido.
-Meu coração voa alto ao ver o irmão navajo Nuvem branca! -, diz Hachita erguendo a mão em sinal de cumprimento.
-Whoa! Nuvem Branca fica feliz em ver que os valorosos guerreiros Xavantes se juntaram aos navajos no caminho da guerra -, diz Nuvem Branca erguendo também a mão em saudação.
-Eu achava que os valorosos Navajos eram mais numerosos! -, diz Hachita.
-Sim éramos, más infelizmente perdemos alguns bravos guerreiros que entraram em conflito com alguns dos homens brancos, a algumas luas atrás. -, diz Nuvem Branca.
-Hum, meu coração se enche de tristeza pelos guerreiros caídos dos navajos -, diz Hachita enquanto leva a mão no peito.
-Morreram lutando, não a glória maior para um navajo -, diz Raoni que estava ao lado de seu pai.
-Sim, disse bem meu filho -, diz Nuvem Branca.
-Enquanto aguardávamos mandei alguns batedores para dar uma olhada no acampamento dos homens brancos -, diz Hachita.
-E então? -, pergunta Raoni.
-Eles são um pouco mais de 30 guerreiros, todos armados, com armaduras e armas de ferro -, começa Hachita, - tem também cerca de 50 trabalhadores que escavam a terra, e cortam as árvores da volta -, termina ele.
-Os trabalhadores não serão problema, quando a confusão começar eles irão fugir e se esconder como os covardes que são -, brava Raoni.
-E o grande líder dos guerreiros? vocês o viram? -, pergunta Nuvem Branca.
-Hum! o homem que chamam de Murtagh nunca sai da sua tenda, só vejo alguns homens entrando e saindo dela, é uma tenda grande na parte norte do acampamento, não há como não ver, é a maior comparada as outras que estão colocas do lado leste do acampamento -, diz Hachita.
-Eles escavaram toda a terra onde era a aldeia de Buprewen e seus apaches -, comenta Hachita.
-Malditos, não tem respeito nenhum pelas terras de nossos antepassados -, comenta Raoni.
-Hum, os homens brancos são assim, a ganância é o que os move -, termina Nuvem Branca.
-Sim, mas isso irá acabar logo -, comenta Lobo Marrom.
-Se acomodem partiremos amanhã antes do nascer do sol para atacar o acampamento deles -, diz Hachita.
-Eu ja ia esquecendo me desculpem, esse é Cervo veloz -, diz Hachita apontando para um dos guerreiros a sua esquerda, um homem alto e forte, que tinha duas clavas em suas costas, e uma cicatriz enorme de três arranhões em seu peito.
-O famoso guerreiro Xavante que derrotou um urso, será uma honra lutar ao lado de um valoroso guerreiro -, diz Nuvem Branca enquanto aponta para Raoni e Lobo Marrom, -, esses são Raoni meu filho e Lobo Marrom o maior guerreiro navajo que já lutou contra nossos inimigos -, termina ele.
-Eles são poderosos Lobo Marrom ? -, pergunta Cervo Veloz que estava em silêncio até o momento.
-Sim -, responde ele, - dez dos seus homens foram capazes de derrotar eu e mais doze dos meus irmãos -, diz Lobo Marrom.
-Sim, foram, mas eles agora não têm nenhuma chance contra o valoroso povo Navajo e seus irmãos Xavantes -, Brava Raoni.
-Que assim seja, que o grande espírito nos acompanhe nessa batalha -, diz Hachita.
Drack havia acampado um pouco antes do acampamento dos índios, pois não queria chamar a atenção já que foi pedido por Nuvem Branca para não participar da batalha. Más ele não via hora de lutar novamente, havia aprendido muito com os índios e ficado mais forte desde sua luta na floresta, agora dominava mais habilidades, estava mais forte, havia também dominado o elemento do fogo, e suas conjurações de armas estavam mais resistente. Fora Murtaugh, Nuvem Branca havia dito que não havia um guerreiro capaz de poder derrota-lo, se Drack foi capaz de derrotar dez guerreiros, o que um homem que já tinha experiencia e era considerado por um grande chefe indígena como um poderoso guerreiro poderia fazer.
Naquela noite os índios não acenderam fogueiras, apenas acertavam os assuntos da batalha.
-Vamos atacar em três direções, pelo sul, oeste e leste do acampamento, se fugirem para o norte os caçamos depois, com três grupos separados para atacar o acampamento e um outro para se dirigir a tenda do líder dos brancos -, diz Hachita.
-O grupo para atacar a tenda do chefe, tem que ser feito pelos mais fortes, outros só irão atrapalhar -, diz Cervo Veloz.
-Sim, Será você Cervo Veloz, Lobo Marrom, Raoni, Pequeno Castor e Nantay -, afirma o chefe.
-Certo, os mais valorosos guerreiros entre os Navajos e os Xavantes, o cão branco não terá nenhuma chance -, diz Raoni.
Naquela noite antes do amanhecer, a horda de índios invade o acampamento dos mercenários da Black Marsh, abaixo de gritos e barulhos dos cascos dos cavalos, a confusão instalada no acampamento é colossal, homens que estavam dormindo saem de suas tendas sem intender o que estava acontecendo, muitos são mortos saindo de suas tendas pelas flechas dos índios, logo o pequeno grupo que estava de guarda se organiza e a batalha começa, o susto do ataque surpresa passa, e o combate chega no seu ápice, muitos índios caem depois da organização dos mercenários, mas eles ainda são mais numerosos que os soldados. Então o grupo para atacar a tenda de Murtaugh liderados pelo Cervo veloz se dirigem a sua tenda quando, Nantay e Pequeno Castor invadem primeiro, mas antes que os outros pudessem entrar logo atrás os dois homens voam de dentro da tenda pela entrada e acertando os outros três que vinham logo atrás, fazendo os cinco homens caírem bem no meio do pátio, quando se levantaram viram que Pequeno Castor e Nantay já estavam mortos, com uma enorme marca em seus peitos, como se tivessem sido acertados com algo bem pesado, então os três homens veem saindo lentamente de sua tenda, Murtaugh, um homem com uns dois metros, robusto, não tinha cabelo e suas veias na cabeça eram claramente visíveis o que dava um ar de monstruosidade no homem, ele usava uma apenas uma camisa preta com um lenço vermelho caindo no pescoço, uma faixa branca em sua cintura, luvas pretas de couro e calça preta. Diferente dos seus guerreiros que usavam armas e armaduras de ferro.
-Mas que gritaria dos diabos é essa aqui fora? -, diz o homem enquanto sai da sua tenda ajeitando suas luvas pelo pulso.
-O que esses galináceos estão fazendo no meu acampamento? -, diz o homem enquanto vê melhor a situação e começa a ficar vermelho de raiva.
-Viemos acabar com todos vocês, malditos cães brancos -, diz Raoni enquanto parte pra cima de seu oponente, portando duas machadinhas.
Mas quando Raoni pula pra atacá-lo, antes que pudesse finalizar o golpe, Murtaugh o acerta um soco bem no meio do rosto, fazendo o jovem voar de volta.
Lobo Marrom e Cervo Veloz se olham, eles nem haviam visto o golpe, mas não podiam recuar agora, então os dois homens partem junto para cima de Murtaugh, mas antes de terminem seus golpes, Murtagh agarra Lobo Marrom pelo pescoço com uma das mãos e com a outra acerta o pescoço de Cervo Veloz que imediatamente cai no chão, então Murtagh pisa em cima do homem o pressionando no chão. Do outro lado do campo, Nuvem Branca vê toda a cena e parte em direção a Murtagh, mas antes que tomasse terreno, Raoni já recuperado do primeiro soco parte pra cima de Murtagh, que lança Lobo Marrom para o lado e chuta Cervo Veloz pro outro, então o homem toma uma postura como se fosse dar um soco, então seu punho começa a brilhar como se muita energia fosse canalizada nele, então quando ele parte para socar e obviamente eliminar Raoni que olhava para ele sabendo que a sua morte seria certa caso aquele soco o atingi-se, mas antes que o soco pudesse acertar Raoni, Drack aparece em alta velocidade em baixo do soco do homem, com às duas mãos ele se apoia no chão enquanto com um movimento ele chuta o braço de Murtaugh, que voa para trás com o golpe.
-Ora ora, parece que vocês têm alguém que sabe se divertir -, diz Murtaugh enquanto se recompõe e limpa a poeira de seu corpo.
-Você esta bem Raoni? -, diz Drack enquanto toma postura para enfrentar seu oponente.
-Si,si,sim -, diz o jovem que havia sido salvo da morte certa pelo garoto que ele havia tanto desprezado.
-Se consegue se mover, tire os outros daqui -, diz Drack apontando para Cervo Veloz e Lobo Marrom que estavam inconscientes.
-Certo -, diz o jovem se levantando e indo em direção aos seus amigos.
-Quem disse que eu irei permitir? -, grita Murtaugh enquanto parte na direção de Raoni para desferi-lo um soco.
-Seu oponente sou eu -, grita Drack enquanto acerta o homem com um chute bem no estômago que voa para cima da sua tenda, a destruindo toda.
De repente uma energia monstruosa toma conta de onde o homem caiu, uma pressão gigantesca, uma luz azul como uma fumaça começava a sair do homem enquanto se levantava.
-Esta bem carneirinho, matarei você antes dos seus amigos, já que insisti tanto -, diz Murtaugh enquanto parte pra cima de Drack.
Os dois homens começam em um embate corpo a corpo, socos e chutes para todo lado, era o estilo de Murtaugh o combate mano a mano só com os punhos, mas Drack estava se adaptando bem a esse estilo de lutar, os socos e chutes de Murtaugh eram violentos e rápidos, muitos eram esquivados e outros bloqueados por Drack, que aparentava ser levemente mais rápido que seu oponente, em um soco Murtaugh lança Drack para trás, que está no ar quando o homem se aproxima e disfere outro soco, esse aparado pela sola do pé de Drack que é lançado alto no céu, então em um movimento Drack junta uma grande quantidade de ar e invoca " Grande Chama do Imperador " e lança pela boca uma enorme onda de fogo que cobre todo o céu e parte em direção a Murtaugh, Murtaugh toma novamente sua postura de soco, canalizando a energia em seus punhos e então o homem dispara "Demon First" disparando uma onda de energia pelo seu punho, indo na direção das chamas, as dissipando no ar. Enquanto Drack retorna ao chão.
-Nada mal, nada mal -, diz Murtaugh a Drack.
-Digo o mesmo -, diz Drack tomando uma postura mais séria.
-Então vamos ver o quanto você vai aguentar garoto -, diz Murtaugh partindo novamente para cima de Drack.
Mas seus golpes agora estavam mais rápidos e mais fortes, e Drack quase não conseguia lidar com eles, quando é acertado em cheio no rosto, e seu corpo lançado longe com extrema violência.
-Ora, ora, o que houve carneirinho? cansou de brincar? -, diz Murtaugh enquanto dá um sorriso sinistro.
Drack se levanta com certa dificuldade, aquele golpe havia doido, escorria sangue de sua testa.
-Drack, você esta bem? -, pergunta Dragoon em sua cabeça.
-Estou sim, isso ta ficando interessante -, responde o rapaz da mesma forma.
-Vamos ver até onde meu poder pode ir-, pensa Drack enquanto canaliza toda sua energia para liberá-la, de repente em sua mente vem uma palavra, - Dragon eyes - , diz o jovem enquanto começa a aumentar sua percepção das coisas a sua volta e seus olhos mudam, tomando uma forma mais animalesca.
-Isso é impossível -, berra Murtaugh , - esses olhos não aparecem a milhares de anos - , diz o homem partindo pra cima do rapaz.
Mas os golpes de Murtaugh agora não eram mais tão impactantes, eles haviam ficado lentos, ou a percepção e reflexo de Drack havia aumentado, golpe após golpe Drack esquiva de todos, golpeando Murtaugh de volta no processo, a batalha dos dois começa a tomar mais intensidade conforme Murtaugh vai recebendo golpe atrás de golpe de Drack, a raiva do homem começa a ficar cada vez mais forte, que começa a desferir golpes cada vez mais destrutivos, todos desviados por Drack , que agora estava sempre um passo a frente na luta, em um soco de direita dado por Murtaugh, Drack se agacha ficando bem perto da cintura do homem, onde ele carregada uma esfera de energia em sua mão e a acertando bem no estomago do homem, que voa para longe com a violência da habilidade, Murtaugh cai no chão cuspindo uma enorme quantidade de sangue. Sem dúvidas era uma habilidade poderosa. Murtaugh estava todo ensanguentado e machucado, a intensidade da luta e as sequências de golpe de Drack no homem o reduziram a uma pilha de musculos esfarrapados.
-Tenho que admitir, não esperava achar alguém assim aqui -, diz Murtaugh encurvado completamente exausto, o homem estava todo machucado, sangue escorria de quase todas as partes do seu rosto.
-Tá na hora de acabar com isso -, diz Drack enquanto conjura uma espada em sua cintura.
Murtaugh não diz nada, carrega novamente sua energia nos punhos e parte pra cima de Drack, então em uma habilidade ele se teleporta para a frente do jovem, desferindo um monstruoso soco de cima para baixo, mas o movimento não havia passado despercebido pelos novos olhos de Drack, que agora podia ver através das habilidades das pessoas, com um movimento o jovem se teleporta para cima de Murtaugh, ficando no ar, enquanto Murtaugh golpeia com violência o chão.
-Flash -, diz Drack enquanto realiza um golpe cortante na velocidade da luz no homem. Decepando a cabeça de Murtaugh.
Quando todos que estavam em combate ainda no acampamento param para ver a cena.
-Impossível -, diz um dos soldados.
-IAAHHIIIIIIIIII -, gritam todos os índios levantando suas armas para cima. Ao mesmo tempo que os soldados largam as deles em forma de rendição.
Mas antes que Drack pudesse comemorar o jovem cai desmaiado exausto, havia usado muito de seu poder, em habilidades que ele nem sabia ainda que tinha, e seu oponente era formidável.
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2020.09.16 21:17 SunbrasilSolar O SISTEMA DE ENERGIA SOLAR FAZ BARULHO?

O SISTEMA DE ENERGIA SOLAR FAZ BARULHO?
A energia solar representa a opção mais limpa, econômica e eficiente para geração de energia elétrica. A captação da luz do sol pode ocorrer de diversas maneiras, mas entre todas, a que mais se destaca é a obtenção através de placas fotovoltaicas, que ficam instaladas no telhado de residências, indústrias ou estabelecimentos comerciais.⁣ ⁣ O telhado representa o local ideal para a instalação das placas solares. Devido a sua localização privilegiada, com maior incidência de radiação solar, as placas conseguem absorver as partículas de luz solar de maneira mais fácil e, consequentemente, geram mais energia elétrica.⁣ ⁣ Os painéis solares ficam conectados ao inversor solar, responsável por converter a energia solar dos painéis em energia elétrica. Assim, a energia que sai do inversor é encaminhada para o “quadro de luz”, podendo ser utilizada para diferentes fins em residências, indústrias ou estabelecimentos comerciais.⁣ ⁣ Uma das principais dúvidas entre os interessados no sistema fotovoltaico é se o telhado com energia solar emite ruídos durante o seu funcionamento. Se você também já se questionou sobre isso, não se preocupe: todo o processo de conversão de energia é realizado silenciosamente, sem a emissão de ruídos.⁣ ⁣ O telhado com energia solar não produz nenhum tipo de barulho aos ouvidos humanos.⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣https://www.sunbrasilenergiasolar.com.b ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ ⁣ #sunbrasilenergiasolar #energiasolar #meioambiente #energia #reducaodecustos #sunbrasil#agenciaartedecriardigital #marketingdigital #marketing #marketingdeconteudo #publicidade #propaganda #parcerias #negocios #economia #instagood#instagram #crescimentopessoal #crescimento #seguidores #seguidoresreais #seguidoresbrasil #seguidoresbrasileiros #paulista #olinda #recife
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2020.09.16 19:51 lolitamissed25 Meus pais não querem que eu escreva um livro só porque tem uma menção a terrorismo.

olha galera do subireddit, vim aqui hoje para contar minha história, já estou enlouquecendo! Contexto: Estou escrevendo um livro, estou no capítulo 5 e tem mais de 4954 palavras, comecei a semana passada e agora estou me aprofundando no livro. Tenho um time de amigos da minha idade onde cada um me ajuda de alguma forma, ou vendo onde errei, ou consertando frases com redundância. No meu livro, há um pano de fundo, onde o terrorismo ocorre nas escolas. Portanto, tomo muito cuidado para não ser tão explícito, é como se fosse apenas uma menção. Mesmo assim, em um dia de sol, meus pais mexeram no meu caderno (sim, não tenho privacidade) E viram o arquivo sem nome, curiosos, leram e surtaram! eles disseram que eu poderia manipular as pessoas para fazerem as mesmas coisas que o livro e que o personagem principal não deveria ser gay. Argumentei contra isso, porque pensei que era estupidez sem tamanho, porque minha criatividade tem que se conformar aos preconceitos deles? Bem, eles piraram um pouco mais e me disseram para parar de escrever, eu tive que deletar o arquivo do meu computador para mostrar a eles que eu estava "bem". mesmo que eu tivesse uma cópia do arquivo no meu celular, eles nem imaginam! ;). Estou desanimado para escrever novamente, mas conversando com meus produtores, eles disseram que era para eu continuar. Não sei se continuo ou não. meu medo é que eles me vejam novamente e me expulsem de casa ou algo assim. Espero que você possa me tirar dessa dúvida cruel ...
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2020.09.11 03:02 altovaliriano O que as profecias em Sonho Febril nos dizem sobre as profecias em ASOIAF

UM ALERTA BEM ÓBVIO:
Este texto contém muitos spoilers de Sonho Febril.
Siga lendo por sua conta e risco.
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Sonho Febril é um livro singular. Não só é uma grande reformulação do mito do vampiro, como também um grande exercício de reformulação da história de nosso mundo para comportar novos mitos sobre vampiros. Dito de outra forma, percebemos que Martin quase criou um mundo secundário quando quis contar as histórias e lendas do Povo da Noite, e por isso é inescapável a sensação de que estamos lendo um rascunho dos temas mais tarde explorados por ele em Crônicas de Gelo e Fogo.
Um desses temas me chamou a atenção de forma especial: a existência de uma lenda sobre um salvador da raça. Quando Joshua York conta a Abner Marsh sobre seus primeiros encontros com outros vampiros e sua cultura, ele conta a lenda bem peculiar sobre o “Rei Pálido”:
De todas as bocas ouvi uma lenda de uma cidade que construímos, uma grande cidade da noite, feita em ferro e mármore negro dentro de algumas cavernas escuras no coração da Ásia, junto às praias de um rio subterrâneo e de um mar nunca tocado pelo sol. Muito antes de Roma ou mesmo de Ur, nossa cidade havia sido grande, garantem eles, em flagrante contradição com a história que haviam me contado antes, de que corríamos nus por florestas de inverno iluminadas pela lua. Segundo o mito, fomos expulsos de nossa cidade por algum crime, e vagamos esquecidos e perdidos por milhares de anos. Mas a cidade estaria lá ainda, e algum dia irá nascer um rei para o nosso povo, um mestre de sangue maior do que qualquer um que já tenha existido, que reúna nossa raça dispersa e nos conduza de volta à cidade da noite junto ao seu mar sem sol.
Abner, de tudo que ouvi e aprendi, esse relato foi o que mais me impressionou. Duvido que exista uma grande cidade subterrânea como esta, duvido que jamais tenha existido, mas o próprio fato de se contar uma história assim prova a mim que meu povo não era feito desses vampiros maus e vazios da lenda. Não tínhamos arte, nem literatura, nem mesmo uma língua própria, mas a história me mostrou que tínhamos a capacidade de sonhar, de imaginar. Nunca construímos, nunca criamos, apenas roubamos seus trajes e vivemos em suas cidades e nos alimentamos da sua vida, da sua vitalidade, do seu sangue, mas éramos capazes de criar; se nos fosse dada a oportunidade, tínhamos em nós a capacidade de sussurrar histórias de cidades nossas. A sede vermelha tem sido uma maldição, tornou inimigas a nossa raça e a sua, destituiu meu povo de quaisquer aspirações nobres. O selo de Caim, sem dúvida.
Tivemos nossos grandes líderes, Abner, mestres de sangue reais e imaginados, em eras passadas. Tivemos nosso César, nosso Salomão, nosso João, o Presbítero. Mas estamos esperando nosso libertador, esperando nosso Cristo.
(Sonho Febril, Cap. 14)
O Povo da Noite tinha portanto duas contingências que o Rei Pálido surgiria para resolver: 1) devolvê-los à sua cidade mística ao abrigo do sol e 2) libertá-los da sede por sangue (sede vermelha). Quando Joshua traz sua bebida neutralizadora da sede aos vampiros que o serviam, imediatamente eles passam a vê-lo como o salvador das lendas:
No aconchego das ruínas daquele sombrio castelo, ouvindo o vento uivar lá fora, Simon e os outros tomaram minha bebida, contaram-me histórias e me examinaram atentamente com seus olhos poderosos e febris, e fiquei imaginando o que poderiam estar pensando. Cada um deles era centenas de anos mais velho do que eu, mas eu era mais forte, eu era o mestre de sangue. Eu lhes trouxera um elixir que bania a sede vermelha. Eu parecia quase semi-humano. Abner, eles me viam como o libertador da lenda, o prometido rei dos vampiros. E eu não podia negar isso. Era o meu destino, soube então, libertar minha raça das trevas.
(Sonho Febril, Cap. 14)
Este tipo de profecia que envolve o nascimento de algum monarca que salvará uma raça inteira e libertá-la de suas contingências também aparece em ASOIAF na figura de Azor Ahai, mais especificamente em sua versão ocidentalizada: O Príncipe que foi Prometido.
Sabemos que a Azor e o Príncipe são lendas sinônimas porque os elementos das histórias se combinam. Nascido entre sal e fumaça, sob uma estrela que sangra, lutaria contra um grande mal e traria um verão que não acabaria nunca. Mas a novidade (para mim, ao menos) foi perceber que este tipo de profecia já havia sido trabalhada na bibliografia de Martin anteriormente na forma do Rei Pálido do Povo da Noite em Sonho Febril.
Diante de tantas semelhanças, torna-se interessante analisarmos como o tema se resolveu na obra mais antiga para termos um vislumbre do caminho que GRRM pode estar tomando nas Crônicas e entender qual é a abordagem que o escritor pretende adotar.
1) Os homens definem as profecias, não o contrário
Em Sonho Febril o vampiro Joshua usa sua confiança na profecia do Rei Pálido para tentar convencer um vampiro muito mais antigo, poderoso e cruel chamado Julian a se aliar a ele, libertar os vampiros que estão só seu poder e experimentar a bebida que aplaca a sede vermelha. Esta tentativa diplomatica, no entanto, não era a única que Joshua tinha em mente, pois estava determinado a tentar subjugar o vampiro mais poderoso, confiante que estava de ser o tal rei lendário do Povo da Noite.
Entretanto, todas as alternativas falharam e o vampiro que acreditava ser o escolhido foi subjugado pelo vampiro mais antigo por treze anos, até que conseguiu fugir definitivamente. Em uma fuga menor durante o início desta longa subjugação, Joshua acaba por causar a morte de uma amiga vampira (Valerie) ao trazê-la consigo. Ela era uma das pessoas que mais acreditavam na predestinação messiânica de Joshua.
Uma hora, Valerie soltou um grito, como se passasse por uma dor terrível. Joshua abriu os olhos e curvou-se em cima dela, acariciando seu longo cabelo preto e cochichando em seu ouvido. Valerie choramingava. — Achei que você fosse o enviado, Joshua — disse ela. — O Rei Pálido. Pensei que você havia chegado para mudar tudo, para nos resgatar. — O corpo dela tremia todo enquanto ela tentava falar. — A cidade, meu pai me falou sobre a cidade. Ela existe, Joshua? A Cidade Escura?
Silêncio — disse Joshua York. — Fique em silêncio. Senão você vai enfraquecer ainda mais.
(Sonho Febril, Cap. 28)
No momento em que Joshua se despede de Abner para voltar às garras de Julian, o vampiro derrotado ressalta o quanto de dano ter acreditado na profecia lhe causou:
Você é meu amigo, mas eles são sangue do meu sangue, meu povo. Eu pertenço a eles. Eu até achei que fosse o rei deles.
Seu tom era tão amargo e desesperado que Abner Marsh sentiu sua raiva indo embora.No lugar instalou-se a compaixão. — Você tentou — disse ele.
E fracassei. Fracassei com Valerie, com Simon, fracassei com todos que acreditaram em mim. Com você, com o senhor Jeffers e com aquele bebê também. Acho que fracassei até com Julian, de algum modo estranho.
(Sonho Febril, Cap. 29)
Portanto, o que Martin demonstra é que Joshua fazia uma avaliação irreal de suas capacidades. Ele não demonstrava nenhuma capacidade em especial fora a inteligência para criar a bebida que combinava ingredientes capazes de aplacar a sede vermelha.
Entretanto, Joshua deduziu que sua invenção correspondia à “libertação” dos vampiros dita na profecia, ainda que tenha descartado a parte sobre a existência da cidade para onde o Rei Pálido deveria levar seu povo.
Em sua mente, ao preencher o primeiro requisito e considerar que o segundo era bobagem e invenção, Joshua achava que havia preenchido todos os requisitos “sólidos” da profecia e assim se convenceu de que era o Rei Pálido. Porém, o vampiro deveria ter refletido que se uma parte da profecia poderia ser considerada bobagem, a outra parte também poderia ser.
A lição que Martin parece explorar aqui é a que as profecias não se tornam verdade e apontam para você se você preenche os requisitos. Menos ainda se você só preenche os requisitos que você considera importantes ou legítimos.
2) Eventos únicos e excepcionais não são confirmações de profecias
Para adicionar mais uma camada de confusão, Martin faz com que a profecia pareça ter funcionado. Ouvimos o relato de um acontecimento inesperado e excepcional ocorrido em segundo plano (offpage) que funciona como uma vitória tardia de Joshua sobre Julian, reacendendo as esperanças dos protagonistas (e do leitor):
Eu contra-ataquei — disse Joshua. — Eu estava louco, Abner. Eu o olhei nos olhos e o desafiei. Eu contra-ataquei. E dessa vez venci. Ficamos lá em pé por uns bons dez minutos, e finalmente Julian virou as costas, resmungou algo e se retirou. Subiu a escada até o seu camarote, com Sour Billy apertando o passo atrás dele, e o resto do meu pessoal ficou olhando para mim de olho arregalado, todos eles muito assustados. Raymond Ortega deu um passo à frente e me desafiou. Em menos de um minuto, estava ajoelhado à minha frente. “Mestre de sangue”, disse ele, curvando sua cabeça. Então, um por um, os outros começaram a se ajoelhar. Armand e Cara, Cynthia, Jorge e Michel LeCouer, até Kurt, todos. Simon tinha um ar de vitória no rosto. Os outros também. Julian exercera um domínio que havia sido penoso para vários deles. Agora estavam livres. Eu subjugara Damon Julian, apesar de toda a sua força, apesar de toda a sua idade. Era o líder do meu povo de novo. Eu compreendi então que estava diante de uma escolha. A não ser que agisse, e rápido, o Fevre Dream seria descoberto, e eu, Julian e toda a nossa raça seríamos mortos.
(Sonho Febril, Cap. 31)
Entretanto, como sabíamos que se tratava de um relato do passado, e Joshua a esta altura do livro estava novamente sozinho na clandestinidade, procurando desesperado a ajuda de Abner, não havia como aquilo ter tido um desfecho positivo:
Em uma noite tenebrosa, Damon Julian saiu do seu camarote. Ele ainda morava no vapor, como alguns dos demais, aqueles que lhe eram mais próximos. [...] Quando voltei ao Fevre Dream, descobri que dois dos prisioneiros haviam sido tirados dos seus camarotes e mortos. [...] Eu estava furioso e enojado. Trocamos palavras duras e decidi que aquele seria o último crime da sua longa e monstruosa vida. Eu ordenei que ele me encarasse. Pretendia fazer com que se ajoelhasse e me oferecesse seu sangue, várias vezes, se preciso, até que fosse meu, até que ficasse esgotado, vencido e inofensivo. Ele se ergueu e me encarou, e então… — York deu uma risada desesperançada, penosa.
Ele ganhou de você? — arriscou Marsh.
Joshua assentiu. — Com facilidade. Como sempre fizera antes, exceto naquela única noite. Eu tentei juntar todas as minhas forças e toda vontade e raiva que havia em mim, mas eu não era páreo para ele. Nem mesmo Julian esperava isso, acho. — Ele balançou a cabeça. — Joshua York, rei dos vampiros. Eu falhei com eles de novo. Meu reino durou apenas uns dois meses, pouco mais. E, nos últimos treze anos, Julian tem sido nosso mestre.
(Sonho Febril, Cap. 31)
Ainda que este momento de vitória efêmera de Joshua ocorra no fim do livro, parece ficar claro que a morte de Julian não acarreta na veracidade da profecia, até mesmo porque a decisão de matar Julian não tinha mais ligação com a libertação dos vampiros em geral.
Portanto, a conclusão a que George parece que cheguemos é a ocorrência de eventos excepcionais não necessariamente implicam na realização ou confirmação de profecias.
3) Relação com as Crônicas de Gelo e Fogo
Diferentemente do que ocorre em Sonho Febril, alguns personagens importantes de As Crônicas de Gelo e Fogo já demonstraram ceticismo quanto a natureza da profecia.
Arquimeistre Marwyn é um personagem citado nas Crônicas desde o primeiro livro da saga e em sua primeira aparição ele assim comenta as suspeitas de Meistre Aemon sobre Daenerys ser a realização da profecia do Príncipe que foi Prometido:
Meistre Aemon acreditava que Daenerys Targaryen era a realização de uma profecia... Ela, não Stannis nem Príncipe Rhaegar, nem o principezinho cuja cabeça foi atirada contra a parede.
Nascida entre o sal e o fumo, sob uma estrela sangrenta. Conheço a profecia – Marwyn virou a cabeça e escarrou uma bola de muco vermelho para o chão. – Não que confie nela. Gorghan de Velha Ghis escreveu um dia que uma profecia é como uma mulher traiçoeira. Mete o seu membro na boca, você geme de prazer e pensa, “que maravilha, que agradável, que bom isto é”... E então seus dentes se fecham e seus gemidos se transformam em gritos. É essa a natureza da profecia, Gorghan disse. A profecia sempre arranca seu pau a dentada – mascou durante algum tempo. – Mesmo assim…
(AFFC, Samwell V)
Comparando com o que vimos em Sonho Febril, Marwyn parece estar falando sobre como profecias podem funcionar como uma forma agradável de autoindulgência, mas que toda essa permissividade pode se virar contra você.
Quase nas mesmas linhas, Tyrion explica que as profecias as vezes apenas parecem úteis, mas quando são colocadas a provam, inevitavelmente se viram contra quem se vale delas.
Uma profecia é como uma mula semitreinada – reclamou para Jorah Mormont. – Parece que será útil, mas no momento em que você confia nela, ela o chuta na cabeça.
(ADWD, Tyrion IX)
De certa forma, a profecia do Rei Pálido somente funcionou para Joshua enquanto ele entrava em contato com pessoas dispostas a acreditar naquilo após ver os efeitos de sua bebida. Quando ele encontrou uma criatura de má índole como Julian, porém, tudo que o messianismo dele fez foi despertar animosidade e inveja em um vampiro mais poderoso.
No caso da profecia do Príncipe que foi Prometido, os candidatos podem vir a ser requisitados a realizar atos monstruosos em nome da destruição dos Outros. Mas também o vínculo desta profecia com a religião do Deus Vermelho pode se tornar apenas um gatilho para despertar animosidade naqueles que cultuam as religiões dominantes em Westeros (Fé dos Sete e Deuses Antigos). Por outro lado, como supostamente só pode haver um único escolhido de R’hllor, pode haver disputadas de legitimidade entre os supostos escolhidos.
O que Sonho Febril parece nos mostrar, portanto, é que George não está interessado na investigação sobre a veracidade das profecias. O interesse real do escritor é os tipos de comportamento que as pessoas têm quando são motivados por elas. E pelo que vimos através de Joshua York, as decisões tomadas sob a influência de convicções messiânicas pode custar muito caro.
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2020.08.21 22:15 angry_shoebill A Estrela - Arthur C. Clarke

A Estrela (Arthur Charles Clarke)
Estamos a 3.000 anos-luz do Vaticano. Um dia, acreditei que o espaço não tinha poderes sobre a fé, assim como acreditava que os céus proclamariam a glória da obra de Deus. Agora, já vi essa obra e minha fé se encontra seriamente abalada. Olho para o crucifixo, suspenso na parede da cabine, acima do computador Mark VI, e pela primeira vez em minha vida me pergunto se não será um símbolo vazio.
Ainda não contei a ninguém, mas a verdade não pode ser escondida. Os fatos estão lá para todos lerem, registrados em quilômetros sem conta de fita magnética e nos milhares de fotografias que transportamos de volta à Terra. Outros cientistas poderão interpretá-las tão facilmente quanto eu, e não serei eu quem vai compactuar em ocultar a verdade, fato quase sempre responsável pela má fama da nossa ordem nos velhos dias.
A tripulação já se encontra suficientemente deprimida e não sei como eles aceitarão esta ironia final. Poucos dentre eles possuem qualquer tipo de fé religiosa e, no entanto, não encontrarão prazer em usar essa arma final em sua campanha contra mim. Aquela guerrinha particular, bem-humorada, mas de fundamental importância, que transcorreu durante todo o caminho desde a Terra. Eles achavam divertido ter um jesuíta como astrofísico-chefe: o Dr. Chandler, por exemplo, nunca se acostumou com isso (por que será que os médicos são tão ateus?). Algumas vezes ele me encontrava no convés de observação, onde as luzes eram sempre reduzidas, de modo a que as estrelas pudessem brilhar em toda a sua glória. Ficava ao meu lado na penumbra, olhando através da grande janela oval para os céus que se moviam lentamente à nossa volta, enquanto a nave girava, com a rotação residual, que nunca nos incomodaríamos em corrigir.
– Bem, padre – dizia ele, afinal -, parece prolongar-se para sempre, não? Talvez alguma coisa o tenha criado. Mas como pode acreditar que essa alguma coisa tenha um interesse especial por nós e nosso mundinho miserável, nunca poderei entender.
E a discussão começava enquanto, lá fora, estrelas e nebulosas giravam em seus arcos eternos e silenciosos, além do plástico claro e sem falhas da vigia de observação.
Acredito que, em grande parte, era a aparente incongruência de minha posição que fazia a tripulação achar a coisa tão divertida. Seria inútil eu chamar a atenção para os meus três artigos publicados no jornal de Astrofísica ou os cinco no Noticias Mensais da Real Sociedade Astronômica. Lembrava-lhes que a minha ordem era famosa há muito tempo por seus trabalhos científicos. Nós podemos ser poucos agora, mas desde o século XVIII temos feito contribuições à astronomia e à geografia que parecem fora de proporção com o número de nossos quadros. Será que meu relatório sobre a nebulosa Fênix vai pôr fim a nossos mil anos de história? Porá fim, receio, a muito mais que isso.
Não sei quem deu esse nome à nebulosa, que me parece muito inadequado. Se contém alguma profecia, é coisa que não será verificada durante vários bilhões de anos. Mesmo a palavra nebulosa é um engano: trata-se de um objeto muito menor do que aquelas estupendas nuvens de poeira – a matéria-prima das estrelas ainda por nascer – que se espalham ao longo da Via-Láctea. Na escala cósmica, de fato, a nebulosa Fênix é algo pequeno – uma tênue concha de gás envolvendo uma única estrela…
Ou o que sobrou de uma estrela …
O retrato de Loyola feito por Rubens parece zombar de mim, suspenso ali, acima dos registros do espectrofotômetro. O que tu terias feito, padre, com este conhecimento que veio às minhas mãos, tão longe do pequeno mundo que foi todo o universo que conheceste? Teria tua fé se erguido ante o desafio onde a minha falhou? Teu olhar se perde na distância, padre, mas eu viajei por uma distância além de qualquer uma que pudeste ter imaginado ao fundar a nossa ordem, há mil anos. Nenhuma outra nave de pesquisa esteve tão longe da Terra. Encontramo-nos nas fronteiras do universo explorado. Partimos para encontrar a nebulosa Fênix, tivemos sucesso e agora voltamos com o peso de nossos conhecimentos. Quisera eu poder erguer esse peso dos meus ombros, mas é em vão que te chamo através dos séculos e anos-luz que nos separam.
No livro que seguras, as palavras são nítidas:
AD MAIOREM DEI GLORIAM, diz a mensagem, mas é uma mensagem em que não mais posso crer. Poderias ainda acreditar nela se pudesses ver o que encontramos?
Nós sabíamos, é claro, o que era a nebulosa Fênix. Apenas em nossa galáxia, a cada ano, mais de 100 estrelas explodem, queimando durante algumas horas ou dias com milhares de vezes o seu brilho normal antes de mergulharem na morte e na obscuridade. Essas são as novas normais, desastres comuns no universo. Já gravei espectrogramas e curvas de luminosidade de dúzias delas, desde que comecei a trabalhar no observatório lunar.
Mas três ou quatro vezes a cada mil anos ocorre alguma coisa, ao lado da qual até mesmo uma nova empalidece na total insignificância.
Quando uma estrela se torna supernova, ela pode brilhar brevemente mais que todos os sóis reunidos na galáxia. Os astrônomos chineses observaram isso acontecer no ano 1054 d.C. sem conhecerem a razão do que viam. Cinco séculos depois, em 1572, uma super-‘ nova explodiu na constelação de Cassiopéia, tão brilhante que podia ser vista à luz do dia. E houve mais três durante os mil anos que se passaram desde.então.
Nossa missão era visitar o remanescente de semelhante catástrofe, tentando reconstruir os eventos que haviam conduzido a ela para, se possível, aprender sua causa. Entramos lentamente através das conchas concêntricas de gás que haviam sido lançadas para fora há seis mil anos e ainda se expandiam. Ainda estavam imensamente quentes, irradiando mesmo agora numa violenta luz violeta, mas eram demasiado tênues para nos causar qualquer dano. Quando uma estrela explode, suas camadas externas são impulsionadas para fora com tamanha velocidade que escapam completamente ao seu campo gravitacional.
Agora formavam essa concha oca, grande o suficiente para envolver mil sistemas solares. Em seu centro queimava o objeto pequeno e fantástico em que a estrela se tornara. Uma anã branca, menor do que a Terra e no entanto pesando um milhão de vezes mais.
As conchas de gás luminoso nos envolviam banindo a noite normal do espaço ínterestelar. Voávamos para o centro de uma bomba cósmica que detonara há milênios, e cujos fragmentos incandescentes ainda se expandiam. A imensa escala da explosão e o fato de que os resíduos já cobriam um volume de espaço com muitos bilhões de quilômetros de diâmetro roubavam à cena qualquer movimento visível. Levaria décadas para que a visão pudesse discernir qualquer movimento nesses tortuosos filamentos e redemoinhos de gás. E, no entanto, o sentimento de uma expansão turbulenta era irresistível.
Havíamos verificado nossa direção básica horas atrás e agora flutuávamos lentamente rumo à pequenina e fogosa estrela à nossa frente. Ela já fora um sol como o nosso, mas consumira em algumas horas toda a energia que a teria mantido brilhando por um milhão de anos. Agora se tornara avarenta e encolhida, reunindo seus recursos como se tentasse compensar os excessos de uma juventude perdulária.
Ninguém esperava seriamente que pudéssemos encontrar planetas. Se houvesse existido algum antes da explosão, teria sido cozido em sopros de vapor e sua substância dissolvida em meio aos resíduos da estrela. Ainda assim fizemos a busca automática, como sempre fazemos ao nos aproximarmos de um sol desconhecido. Dentro em pouco localizamos um mundo pequeno, circundando a estrela a imensa distância. Ele devia ter sido o Plutão desse desaparecido sistema solar, orbitando nas fronteiras da noite. Demasiado afastado do sol central para jamais ter conhecido a vida, sua distância salvara-o do destino que consumira todos os seus companheiros.
A passagem do fogo queimara suas rochas, dissolvendo o manto de gás congelado que devia cobri-lo nos dias anteriores ao desastre. Nós pousamos e descobrimos a Cripta.
Seus construtores se haviam assegurado de que isso ocorreria. O marco monolítico erguido acima da entrada não passava agora de um toco fundido, mas mesmo nossas fotos de longa distância já nos revelavam existir ali o trabalho de uma inteligência. Pouco depois detectamos o padrão de radioatividade, amplo como um continente, que fora embutido na rocha. Mesmo que o pilar acima da Cripta tivesse sido destruído, essa energia teria permanecido, um eterno e irremovível farol acenando para as estrelas. Nossa nave mergulhou como uma flecha em direção a esse gigantesco alvo.
O pilar devia ter uma altura de I,5 km quando foi construído. Agora parecia uma vela que se derretera até formar um monte de cera. Levamos uma semana para perfurar a rocha fundida, já que não tínhamos ferramentas adequadas para essa tarefa. Éramos astrônomos, não arqueólogos, mas podíamos improvisar. Nosso propósito original fora esquecido: esse monumento solitário, erguido com tamanho esforço à maior distância possível do sol condenado, só poderia ter um significado. Uma civilização que tinha consciência de seu fim próximo fizera ali seu último apelo à imortalidade.
Examinar todos os tesouros depositados na Cripta será trabalho para gerações. Eles tiveram muito tempo para se preparar, já que seu sol deve ter dado os primeiros avisos muitos anos antes da detonação final. Tudo o que desejavam preservar, todos os frutos de seu gênio, eles depositaram ali, naquele mundo distante, dias antes do fim, na esperança de que alguma outra raça os encontrasse, para que não fossem inteiramente esquecidos. Teríamos nos portado desse modo? Ou teríamos nos perdido em nossa própria autocomiseração, incapazes de pensar num futuro que nunca poderíamos ver ou compartilhar?
Se ao menos eles tivessem tido um pouco mais de tempo … Podiam viajar livremente entre os planetas de seu próprio sol, mas ainda não haviam aprendido a cruzar os golfos interestelares, e o sistema solar mais próximo encontrava-se a 100 anos-luz de distância. Mas mesmo que possuíssem o segredo do impulso transfinito, não mais que uns poucos milhões poderiam ter sido salvos. Talvez tenha sido melhor assim.
Mesmo que eles não fossem tão perturbadoramente humanos, como revelam suas esculturas, não poderíamos deixar de admirá-los e lamentar seu destino. Eles deixaram milhares de registros visuais, juntamente com minuciosas máquinas para projetá-los. Havia instruções ‘pictóricas, de modo que não fosse difícil aprender a sua linguagem escrita. Temos examinado muitas dessas gravações, trazendo de volta à vida, pela primeira vez em seis mil anos, todo o calor e a beleza de uma civilização que, em muitos aspectos, deve ter sido bem superior à nossa. Talvez eles tenham deixado apenas seu lado melhor, mas ninguém poderá condená-los por isso. Seus mundos, contudo, eram adoráveis e suas cidades, erguidas com uma graça que iguala qualquer coisa já feita pelo homem. Nós os observamos no trabalho e nas diversões, ouvimos sua linguagem musical soando através dos séculos. E uma cena permanece ante meus olhos. Um grupo de crianças numa praia de estranha areia azul, brincando nas ondas como as crianças brincam na Terra. Há uma fileira de árvores exóticas, que lembram chicotes, ao longo da praia, e algum animal muito grande aparece, atravessando os baixios, sem atrair atenção.
Mergulhando no mar, ainda cálido e generoso, vemos o sol que logo se tornaria traidor, apagando toda essa felicidade inocente.
Talvez se não estivéssemos tão longe de casa, e portanto tão vulneráveis à solidão, não ficássemos tão profundamente comovidos. Muitos de nós já observaram as ruínas de antigas civilizações em outros mundos, mas elas nunca nos afetaram tão profundamente. Essa tragédia era única. Uma coisa é uma raça falhar e morrer, como nações e culturas já o fizeram na Terra. Mas ser destruída tão completamente, em pleno ápice de seu desenvolvimento, sem deixar qualquer sobrevivente – como tal coisa poderia conciliar-se com a misericórdia divina?
Meus colegas já perguntaram isso e eu dei as respostas que pude. Talvez tivesses feito melhor, padre Loyola, mas nada encontrei no Exercitia Spiritualia que me ajudasse nessa tarefa. Eles não eram gente má: não sei que deuses adoravam, se é que adoravam algum. Mas tenho olhado para eles através do abismo dos séculos e vi a beleza que preservaram em seu último esforço sendo de novo trazida à luz de seu sol encolhido. Eles poderiam ter-nos ensinado tanto. Por que foram destruídos?
Conheço as respostas que meus colegas darão quando estiverem de volta à Terra. Dirão que o universo não possui propósito ou plano, e que de vez que 100 sóis explodem, a cada ano, em nossa galáxia, neste exato momento alguma raça está morrendo nas profundezas do espaço. Se essa raça fez o bem ou o mal durante sua existência, não faz qualquer diferença no final. Não há justiça divina porque não existe Deus.
É claro que o que vimos não prova nada disso. Qualquer um que assim afirme está sendo influenciado pela emoção, não pela lógica. Deus não necessita justificar suas ações perante o Homem. Ele, que construiu o universo, pode destruí-lo quando quiser. Constitui arrogância – perigosamente próxima da blasfêmia – pensar que podemos dizer o que Ele pode ou não fazer.
Isso eu teria aceito, não importando quão dolorosa fosse a perspectiva de mundos inteiros, juntamente com seus povos, sendo lançados em fornalhas. Mas chega um ponto em que até mesmo a mais profunda fé pode vacilar, e agora, quando olho para os cálculos colocados diante de mim, percebo que afinal cheguei a esse ponto.
Não podíamos dizer, antes de alcançar a nebulosa, há quanto tempo ocorrera a explosão. Agora, partindo da evidência astronômica e dos registros nas rochas daquele único planeta sobrevivente, fui capaz de datá-la com precisão. E sei em que ano a luz desse incêndio colossal chegou à Terra. Sei o quanto essa supernova, cujo cadáver agora se apaga atrás de nossa nave em aceleração, deve ter brilhado nos céus da Terra. Sei como deve ter fulgurado, baixa sobre o horizonte do leste, antes do nascer do Sol, como um farol na alvorada oriental.
Não pode haver mais dúvida. O mistério ancestral foi finalmente solucionado. E no entanto, ó Deus!, havia tantas estrelas que poderias ter usado. Qual a necessidade de lançar essas pessoas ao fogo para que o símbolo de sua morte pudesse brilhar acima de Belém?
Traduzido por Carlos Cardoso
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
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2020.08.13 14:42 viniciusgusmao Dúvida: o cabelo da foto foi cortado na máquina 1 ou na 2? Não aguento mais meu cabelo (6 meses sem corte) e decidi comprar uma máquina. Não posso cortar na 0 porque meu couro cabeludo é virgem de sol e vai ficar ridículo o degradê de pele branca/bronzeada

Dúvida: o cabelo da foto foi cortado na máquina 1 ou na 2? Não aguento mais meu cabelo (6 meses sem corte) e decidi comprar uma máquina. Não posso cortar na 0 porque meu couro cabeludo é virgem de sol e vai ficar ridículo o degradê de pele branca/bronzeada submitted by viniciusgusmao to brasil [link] [comments]


2020.07.19 09:03 nobrakesninotrain Deficiência Vitamina D: Exposição Solar vs Cancro de Pele?

Em Dezembro, fiz análises de rotina que indicaram que eu tinha deficiência de vitamina D (o meu valor dessa vitamina era 7, o valor normal seria acima de 30).
O meu médico de família receitou-me uns suplementos e disse-me que eu tinha de sair mais à rua (isto já em Fevereiro, que foi quando consegui ter consulta com ele).
Na altura eu tinha ficado desempregado recentemente e raramente saía à rua, mas a partir daí comecei a fazer umas caminhadas à hora do almoço para apanhar sol. Entretanto a meio de Março vem a pandemia e o confinamento e eu volto a viver em casa da minha família.
Já há uns anos eu tinha ouvido especialistas dizerem num programa (salvo erro da RTP2, acho que foi o Sociedade Civil) que havia cada vez mais gente com deficiência de vitamina D, e que as pessoas tinham demasiado medo do sol, e que era bom apanhar uns 20 minutos de exposição directa ao sol por dia para gerar vitamina D. Uma pesquisa rápida na Net confirmou (aparentemente) estas afirmações.
Assim sendo, a partir de meio de Março, passei a ter rotina de todos os dias de manhã (às 10h ou às 11h) ir para a varanda (onde o sol bate directamente nessas horas) e estar 15 ou 20 minutos ao sol (agora no Verão passei a ir mais cedo - às 9h30 ou às 10h - e reduzi o tempo para 5 ou 10 minutos - na semana passada foi só 5 minutos devido ao calor). Como a início era costume de manhã estar nublado, habituei-me a apanhar sol também ao final da tarde, às 19h, numa janela onde o sol bate a essa hora (agora no Verão passei a ir às 19h30 ou às 20h), isto durante 10 a 20 minutos (agora no Verão é só 10 minutos). Tudo isto sem protector solar. De resto, confesso que muito raramente tenho saído à rua.
Hoje voltei a pesquisar sobre o tema, desta vez também em inglês, e fiquei preocupado porque encontrei muitos sites (sobretudo em inglês) a afirmar o contrário: que o eventual aumento de vitamina D não compensa o risco de apanhar cancro de pele, que mesmo que a exposição seja por pouco tempo o risco de cancro é cumulativo, que mais vale apostar em suplementos de vitamina D e não em exposição solar. Nos sites em português (quer de Portugal quer do Brasil) a maioria defende os 20 minutos por dia de exposição directa ao sol, sem protector solar. Encontrei um que até afirma que isto tem de ser de Março a Outubro (porque no Inverno a inclinação do sol bloqueia os raios) e entre o meio da manhã e o meio da tarde. Mas também encontrei uma dermatologista a dizer o contrário e a dizer para evitar a exposição solar como forma de gerar vitamina D, por causa do cancro de pele.
Agora não sei muito bem o que fazer, e estou preocupado que a minha rotina nestes últimos meses tenha afinal sido prejudicial à minha saúde. E fico na dúvida: quem é que afinal tem razão? Os que defendem os 20 minutos de exposição solar ou os que se opõem a isso e preferem os suplementos? Eu prefiria ter deficiência de vitamina D do que aumentar o risco de ter cancro de pele. Acham que a minha exposição ao solar terá sido excessiva?
Qual a vossa opinião sobre estes assuntos?
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2020.07.16 21:46 Coming_Back_To_Life Mutantes & Malfeitores backstory de personagem

Olá novamente pessoal, um tempinho atrás eu compartilhei aqui o backstory de um personagem de Vampiro: A Máscara e como vamos recomeçar a jogar M&M novamente eu decidi compartilhar a história desse novo personagem. Só para contexto, o meu herói é chamado de Fantasma Alquimista e é focado nos poderes de Transformação e Intangibilidade. Segue a história:
Uma vila de pacifistas exilados em um vale entre duas cordilheiras.
A cada 2 anos o ciclo agricultural da vila tinha de ser interrompido. Por mais que fossem feitas diferentes formas de forragem, rica rotação das plantações, ainda assim o ciclo de empobrecimento do solo sempre chegava no seu ápice a cada dois anos, de modo que inicialmente os agricultores tinham de ficar 5 meses sem plantar nada, deixando que o solo se recuperasse apenas.
Com o tempo esse ciclo se tornou cada vez mais injusto, tornando a colheita menor, a espera maior e a esperança de dias melhores desimportante.
Sendo assim eu me coloquei a buscar entender a natureza e a tentar moldar o seu curso.
E isso se daria através da Alquimia.
Diferente de tantos outros que se puseram nesse caminho atrás de meios de obter riquezas ou da ousadia de criar homúnculos, meu intuito sempre foi apenas o de conseguir reverter a "entropia agricultural" vivida pelo meu povo.
Seria tão mais fácil se nós apenas desistíssemos e tentássemos recomeçar em um outro lugar, sem dúvidas seria. Pena isso não ser uma opção.
Nós os Maximilianos éramos conhecidos pela fúria em batalha, pela cede de sangue e alegria na morte. Porém, nem todo dia é dia, e se uma guerra em duas frontes é indesejável imagine em seis.
Destruídos e praticamente erradicados, os Maximilianos que sobreviveram A Guerra foram obrigados a jurar, por sua honra, que jamais sairiam do Vale do Remorso e que nunca mais pegariam em armas, se tornariam simples fazendeiros e viveriam desmoralizados. Seriam um monumento vivo a soberba humana. Caso um Maximiliano sequer quebrasse estas regras, todo o povo seria destruído pelos seis grandes reinos, sem exceções de consciência, culpa ou inocência.
Na minha época, quase ninguém sequer se lembrava do nome Maximiliano. Alguns poucos pergaminhos ainda restavam e a memória dos aldeões era o que existia em favor da história do nosso povo. O lado ruim de se tornar um pacifista é não poder resolver as coisas na porrada! Era o que eu ouvia vez ou outra de alguns homens da segunda geração.
Com os conhecimentos da tribo e o que a natureza podia me fornecer eu me coloquei a aperfeiçoar as minhas habilidades com relação à alquimia. Muitas falhas, muitos caminhos sem saída e ainda por cima a perda da confiança das pessoas ao meu redor, vivi por muito tempo na sombra do fracasso.
Até que um dia não mais. O meu primeiro sucesso foi mínimo aos olhos de qualquer desavisado, e sinceramente acho que só foi considerado um sucesso por mim mesmo. Sem usar calor, pressão ou sódio, consegui transformar um punhado de areia em uma pedra de vidro, de cor caramelo e quase totalmente opaca, mas que ao ser posta contra o sol se mostrou translucida o bastante para refratar as cores da luz solar. Um punhado de areia tornara-se um prisma.
Alguns meses se passaram e agora eu já conseguia fazer crescer pequenas mudas no solo que antes era infértil.
Dentro de alguns anos o problema do solo estava progredindo e o ciclo de recuperação era agora de apenas 4 meses. O problema da fome ainda existia, mas não tão grave.
Porém um novo problema surgiu, a natureza estava alinhada com os outros ciclos e com os recursos que eram gastos neles. Com os ciclos menores, passamos a não ter água o bastante para dividir entre as plantas e as pessoas.
Essa seria a minha próxima e última grande descoberta em uma imensidão de anos.
Com muitas noites em claro e muitos dias às escuras atrás de uma resposta, finalmente uma solução. Eu consegui criar um composto que quando adicionado à água do poço fazia com que a mesma dobrasse de volume!
Um efeito colateral irrelevante era que sempre que esse composto era usado, o poço aumentava em tamanho e principalmente em profundidade. Mas não havia com o que se preocupar, ainda mais que eventualmente o volume de água era tanto que o poço principal da vila chegava a transbordar e passávamos meses sem grandes preocupações.
Eventualmente algumas pessoas da vila começaram a ficar doentes, bastante anêmicas, como se as suas forças estivessem sendo drenadas.
Diante desse cenário, comecei a procurar uma cura. Mas os aldeões que apresentavam os sintomas de maneira mais grave acabavam não sobrevivendo tempo o bastante para que as possíveis curas que tentei criar pudessem ter efeito.
Tive de mudar de foco rapidamente, passando a tentar criar algo como o Elixir da Longa Vida, algo que sempre foi considerado um misticismo tolo pelos outros curandeiros da vila, e também algo que sempre considerei extremamente fora das minhas habilidades. Eu só queria mais tempo para encontrar uma cura.
Entretanto o que eu não sabia na época era que o poço de onde era retirada a água da vila havia, a algum tempo, passado a apresentar um tipo de cascalho fino e avermelhado, que hoje eu sei ter sido Argon², um tipo de mineral extremamente raro e radioativo. Na minha última tentativa de criar um elixir eu não percebi que o interior do balão de vidro com água onde seriam acrescentados os outros ingredientes estava com um leve brilho carmesim. Quando juntei todos os ingredientes estava montada a tragédia. Só me lembro de um clarão púrpura mais quente do que qualquer coisa que eu já houvesse sentido e depois disso somente o vazio e a escuridão.
Até que um dia se fez a luz. Quando eu despertei, já não havia mais vilas, vale ou cordilheiras. O meu mundo parecia não existir mais, as estradas de terras e os cavalos deram lugar às auto estradas e aos carros. Nos céus eu podia ver águias de metal que soavam como dragões sonolentos, os aviões. Já não haviam mais os reinos. Ao meu redor eu podia encontrar pessoas totalmente diferentes, como se cada uma tivesse vindo de um mundo diferente.
Com o tempo tive de me acostumar a minha nova realidade e até hoje ainda descubro coisas novas com as quais acabo tendo de me acostumar também.
De algum modo que ainda não consegui entender, recebi o dom de continuar vivendo e a liberdade de poder fazer isso como melhor entender.
Sou o último do meu povo em meio a um mundo que sequer sabe quem nós fomos, um fantasma.
Uma coisa é certa, eu tenho a responsabilidade de usar os meus poderes para o bem e fazer sempre o melhor para ajudar as pessoas da minha nova vila, o mundo. Espero que eu tenha mais sucesso do que da última vez.
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2020.07.15 08:37 david-pascoal Eterno Retorno

Não é um desabafo, mas o que acham da ideia de um looping infinito onde a tua existência, cada fato ocorrido em tua vida, cada dor e cada alegria se repita infinitamente?
Esta é a filosofia do Eterno Retorno de Nietzsche. Suponha que a mesma seja real, qual seria tua reação? Gostaria de viver essa vida novamente? Reviver cada experiência?
Se a resposta é não e tua reação seria de pavor, achas que estas vivendo de verdade?
[Hipótese real do Eterno Retorno]
(É um tanto confuso, se não tem paciência, melhor não perder seu tempo) (Não há embasamento científico aqui, apenas uma hipótese).
Pessoas mais aprofundadas em Física ou Química, me corrijam se eu estiver errado. A matéria, de certa forma é finita. Já o espaço-tempo (o universo em si) se expande desde o Big Bang (a explosão ainda continua), o que indica que o espaço-tempo e, portanto, o tempo é infinito.
Se temos o tempo infinito e a quantidade de matéria finita, não seria possível uma repetição de arranjos de matéria ao longo do tempo infinito?
Por exemplo: Se eu possuo 3 camisas distintas e 3 calças distintas (matéria finita) e possuo a eternidade (tempo infinito) pra criar o máximo de combinações possíveis de camisas com calças, em algum momento as combinações começariam a se repetir, certo? Já que não possuo um fornecimento infinito de camisas diferentes e calças diferentes.
Seria possível ter existido, há bilhões de anos atrás, um planeta chamado Terra, orbitando uma estrela chamada Sol, e você, da forma como está agora (lendo este texto), habitava este planeta? Será possível que daqui a bilhões, trilhões ou zilhões de anos os átomos se arranjem novamente da mesmíssima forma como está arranjado neste exato momento em que lê este texto? Sem dúvidas uma questão de bugar a mente e dar medo...
Foi mal, quarentena faz isso com as pessoas.
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2020.07.15 03:24 aguaticbr Quão raro e belo é apenas o fato de existirmos

Não sei se algum de vocês conhecem alguém familiar, amigo ou namorado(a) que nunca se viram pessoalmente e nem sabe como você é? Então, a minha vó mora numa cidade muito longe e bem interior, onde não tem nada, ela viveu um bom tempo sozinha, pelo fato de sua filha ter sumido e seu filho( meu pai) ter ido morar em outro lugar para ter sua vida, ela nunca mais os viu novamente, e quando ela soube que seu filho teve um filho( eu) e ela soube que seria vó pela primeira vez ela tinha ficado tão feliz, quando eu tinha 1 ano de idade ela veio até minha cidade me ver, e depois voltou quando eu tinha uns 5 anos e lembro toda sua estadia aqui, mas só lembro das coisas boas que ela me propocionou, mas não conseguia lembrar como ela era, só sabia que ela era alta, então com o tempo só conseguiamos conversar por telefone, ela tem um celular antigo então ela não tem wathsapp, e sempre que ela podia me agradar ela me enviava presente, como mochilas e roupas, mas hoje eu paro pra pensar o porque ela fez isso, nunca entendi como uma pessoa ama alguém sem ao menos saber como é essa pessoa, apenas sabendo o seu nome e lembranças de quando eu tinha 5 anos, ela nunca deixou de pensar em mim, sempre cuidou de mim mesmo estando longe, ela foi mais importante do que meu pai e minha mãe que simplesmente não cuidaram de mim. Ano passado eu tomei uma decisão de trabalhar nas minhas férias do colegial para vê-la, nunca tinha trabalhado na minha vida, acordava todos os dias 6 horas da manhã e viajava 30min de bicicleta em dias de sol quente 35°, trabalhei em um supermercado na temporada de verão, eu moro em um litoral( turistico), eu arriscava todos os dias minha vida em meio ao transito e ao sol e um problema no pé que eu tenho para conseguir o dinheiro, no começo eu tinha a intenção de comprar as coisas que me fazia feliz, que era ter meu computador completo, comprei os perifericos( mouse, teclado e headset) que eu tanto queria, no próximo mês eu estava pensando em comprar a placa de vídeo que faltava, mas no mesmo mês eu fui demitido, mas foi por conta da mal movimentação mesmo, e recebi a multa e mais o salario que eu tinha que receber, recebi em torno de 1,700 e era o dinheiro suficiente para comprar a placa que eu tanto queria, mas nesse dia eu tive uma grande dúvida, será que eu preciso tanto disso? é uma coisa que não vai fugir e vai ter outras oportunidade em adquirir-lo, será que isso vale mais a pena do que da a oportunidade pra uma pessoa que sempre cuidou de você mesmo estando longe, então escolhi sem dúvida alguma em comprar as passagem no mesmo dia, lembro que paguei em volta de 500 reais em passagem, mas não me arrependo, lembro que foram os 11 dias mais felizes de toda a minha vida, nunca fui tratadado e cuidado tão bem como minha vó me cuidou nesses 11 dias, lembro de chegar 6horas da manhã e minha vó perguntar se eu era o neto dela, porque nem eu a conhecia, e naquele dia eu recebi o melhor abraço que uma pessoa podia me dar, todos os dias ela me chamava pra jantar e almoçar coisa que minha familia não fazia, ela fazia todas as coisas que eu gostava e sempre perguntava se eu gosto disso ou disso, assim ou assado, tentando me conhecer, me fazendo sentir uma criança novamente, uma infancia que eu nunca tive, lembro de chegar em sua casa e ver a sua geladeira vazia, aquilo me deixou de coração partido, então pedi para que ela me levasse até o centro da cidade fazer compras, e eu comprei tudo que ela queria e precisava, e no último dia ela me deu o seu último abraço e disse adeus chorando, porque no fundo ela queria que eu ficasse com ela, mas eu não podia. E hoje eu só descobri que ela fez tudo isso, porque ela não tinha ninguém para cuidar dela, e ela sabia que se ela se aproximasse de mim, ela me teria para sempre.
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2020.07.13 18:27 depila Como depilar a virilha com lâmina e não irritar a pele

Se você faz parte da equipe de mulheres que raspam suas virilhas com lâminas de barbear, você deve saber o quão terrível e doloroso pode ser fazer isso de forma errada. Pelos encravados e pele irritada e vermelha parecem ser apenas parte do pacote.
Deixe para trás a falsa crença de que a lâmina só aumenta o crescimento e a espessura do pelo porque é apenas relativo, pois o pelo sempre crescerá ao mesmo tempo.
Esta técnica de depilação pode ser aplicada em diferentes partes do corpo, axilas, pernas, etc. Mas hoje, aqui na Depila, vamos explicar como raspar as virilhas com uma lâmina de barbear para obter um resultado perfeito sem irritar a pele.
Antes de explicar como depilar as virilhas com lâmina, praticamente tudo tem vantagens e desvantagens com a depilação não é diferente. Confira a seguir.

Quais as vantagens da depilação com lâmina na virilha feminina

As desvantagens da depilação com lâmina na virilha

Durabilidade de até 3 dias;

Não importa quantas desvantagens tenha, a boa e velha lâmina é a que nos salva, mesmo que não tenha durabilidade, é a maneira mais fácil, rápida e indolor de remover pelos do corpo.
Entretanto, não se trata apenas de pegar a lâmina sem pensar, você tem que ter muito cuidado e ter um bom colete na mão.

Qual a melhor lâmina para depilação feminina

Hoje em dia, você pode encontrar no mercado lâminas especialmente feitas para mulheres, que se adaptam melhor às curvas de nosso corpo para terminar os pelos nas partes mais difíceis, tais como as virilhas.
Aconselhamos não usar lâminas masculinas porque, embora sejam feitas para cortar o máximo possível, elas podem machucar, porque foi desenvolvida especialmente pelos duros da barba.
Tenha cuidado ao escolher uma gilete e pense em como você é, como você tem pelos e o que você precisa. Se preferir, você também pode escolher uma máquina com várias lâminas, que acabará seus pelos mais rápido.
Mas, como dissemos antes, certifique-se de escolher uma especificamente para mulheres, com uma cabeça oval para facilitar a depilação em áreas mais curvas, como a virilha, e com tiras usando lubrificantes para facilitar o deslizamento da lâmina sobre a pele.
Mantenha sempre a lâmina limpinha para remover os pelos com maior precisão, troque a lâmina com regularidade.

Qual momento deve fazer depilação com lâmina

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Antes de falar no momento certo, é importante fazer um esfoliação é o primeiro passo para um resultado final desejável, esfoliando-o cerca de 3 dias antes.
Isto ajuda a preparar a pele para a depilação, pois remove células mortas da pele que podem impedir o desempenho da lâmina, sem mencionar a redução das chances de encravar o pelo.
Há muitas possibilidades de esfoliação e é ideal não usar um esfoliante muito agressivo, mas usar um esfoliante mais suave com propriedades hidratantes. Uma esfoliação é uma coisa barata para se fazer em casa com açúcar e mel!
Após a esfoliação pré depilatória, nós recomendamos dois momentos perfeitos: antes ou durante o banho.
Se você fizer isso antes do banho, não se esqueça de aplicar um gel hidratante para remover os pelos. Isto amolecerá e enfraquecerá os pelos enquanto a lâmina desliza mais facilmente.
Se você decidir fazê-lo durante o banho, faça-o assim que entrar e não se esqueça de usar o gel, embora com água quente também seja mais fácil deslizar a lâmina na área.
Ao raspar, tenha cuidado com quaisquer pintas, verrugas ou relevos que você possa encontrar, pois um corte nesta área pode ser doloroso e difícil de curar.
Por outro lado, tente sempre raspar os pelos na direção do crescimento, por mais que não tenha um sentido padronizado, os pelos sempre crescem em diferentes sentidos do corpo.
Após passar a lâmina pela virilha, você deve hidratar a região depilada. Lembre-se que a área da virilha é muito sensível, portanto você deve prestar bastante atenção especialmente.
Por outro lado, pelo mesmo motivo (sensibilidade), evite expor a virilha ao sol depois de depilar, deixe por pelo menos 24 horas, aproximadamente.
Esqueça todos os produtos à base de álcool, cremes fortes, loções perfumadas ou perfumes, pois estes produtos atacam a pele, causam irritação e estimulam o aparecimento de pelo encravado.
Após este tempo, é recomendado passar uma quantidade generosa de protetor solar quando exposto aos raios UV, caso negligencie essa informação você pode ficar com manchas indesejadas.

Irritação pós depilação com lâmina na virilha


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Quando a pele está irritada, avermelhada ou com bolinhas, a água termal é muito útil, assim como o óleo essencial de lavanda ou um chá de camomila, que ajuda acalmar a pele, reduz a irritação e ajuda a pele a sarar mais rapidamente.
Se a área ficar vermelha, não dispense o protetor solar nos dias seguintes para evitar manchas na sua pele e não se exponha ao sol nas 48 horas após depilação.

Troque a lâmina periodicamente

Dependendo da lâmina, elas podem ser usadas no máximo próxima de dez vezes, não mais, pois o “fio” é afetado e elas se tornam ineficazes.
Se eles perdem o “fio”, não corta o pelo propriamente dito e ainda causam vermelhidão na pele, o que pode levar a problemas mais sérios, uma vez que as bactérias ali presentes podem causar infecções futuras.

3 Mitos e verdades sobre depilação com lâmina

Existem muitos métodos de depilação, mas sem dúvida, a depilação gilete é a técnica mais rápida, eficaz e econômica para a depilação e sempre levanta questões.
Isto significa que se a lâmina for usada duas vezes por semana, ela deve ser usada por um máximo de cinco semanas e depois trocada.
Você também pode otimizar o tempo de uso armazenando-o em um local limpo e seco para que não acumule bactérias que possam estar no chuveiro.
Vamos responder as perguntas mais comuns sobre a depilação.

É verdade que lâmina engrossa os pelos?

Não, esta é uma das lendas que causam mais dúvidas nas mulheres. A lâmina não torna o pelo mais grosso, mais escuro ou mais duro. A verdade é que o pelo é cortado no sentido longitudinal e é mais grosso nessa parte do que na ponta.

Depilação com lamina escurece a pele?

Sim. A depilação com lâmina de barbear só tem vantagens para a perna, pois é mais resistente à agressão da lâmina. Quando usado na axila, faz com que a área escureça como uma reação natural da pele ao atrito criado, e na virilha há a possibilidade de que o fio fique encravado.

Posso usar a lâmina do meu namorado?

Não! Existem lâminas especiais para a depilação feminina. As lâminas masculinas podem ter a mesma aparência, mas não são. Nossas são mais flexíveis e fornecem uma maior hidratação.
Na necessidade de remover rapidamente os pelos, muitas vezes as mulheres fazem a depilação com uma lâmina de barbear sem entender que o uso continuado pode escurecer a pele e contribuir para os pelos encravados.
Entretanto, este método não pode ser julgado porque não causa dor e, ao contrário do que muitos imaginam, não engrossa o pelo.
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2020.07.11 05:49 lucius1309 O ABRAÇO


Não que isso seja necessariamente importante de ser dito, mas devo confessar que sinto saudades de bater nas teclas. Não saudades dos aplausos, não saudades das mensagens de força fé e esperança que sempre surgem. Mas saudades de ter aqui uma companhia que não critica ou julga.
Tenho comigo mesmo a quase certeza que no momento estou (muito) bem, obrigado.
A quase certeza foi de fuder, mas é isso aí. Nunca tenho certeza, estou sempre na dúvida.
Entendam o seguinte, eu mesmo não consigo me compreender, e nesse ano faço 30 de idade, ou seja, é uma boa caminhada e ainda tenho muito o que descobrir sobre mim mesmo. Não sobre a vida no geral, sobre mim.
Talvez aí esteja a real adrenalina que tenho precisado.
Minha psicóloga me perguntou como eu definiria minha vida atualmente, eu disse que ela é pacata, mas depois preferi o termo patética. Comum. ordinária. Mediana. Sem sal. E todos os outros chavões canalhas pra dizer que tá tudo mais parado do que bosta em esgoto a céu aberto.
Vou lhes falar um pouco sobre aventura e conforto...
Tudo começou quando aquele garoto, no caso eu, estava trancado no meu quarto tendo que lidar com o sofrimento e as emoções da adolescência, me metendo em várias confusões e não querendo conversar ou me abrir com ninguém. Tudo o que eu tinha naquele momento eram livros pessimistas e vontade de me destruir. Todas as vezes em que arrisquei minha vida era com o objetivo de testar os meus limites, saber até onde a minha mente e meu corpo poderiam suportar. Eu sabia que poderia suportar muita coisa. Eu sabia que eu iria sobreviver no fim das contas. E isso que naquela época eu mal conhecia o mundo com todos os sorrisos rotos e podres, com todas as armadilhas, com todas as vigarices que eu viria a conhecer um dia.
Naquele momento o que eu precisava era de um abraço. Era de um abraço e de alguém que dissesse que tudo ficaria bem. Eu não tinha ninguém por perto. Mal conseguia falar com meus amigos sobre qualquer assunto, quanto mais sobre OS assuntos que eu precisava falar. Eu estava assustado. Eu achava que tudo sairia de controle alguma hora e eu ia me churrascar ou me enforcar.
E nesse momento eu conheci o álcool. E ele me abraçou, me abraçou e me fez sentir seguro, me senti acolhido de verdade pela primeira vez desde que minha mãe me segurou no colo quando me pariu. No álcool eu encontrei um amigo, uma companhia e alguém que me ouvia. Eu achei paz. Eu achei forças pra continuar.
Nunca imaginei que daria tudo errado.
Escuta, eu sei que todo adolescente bebe de vez em quando, principalmente em festinha, e meus amigos sempre foram assim, e eu fui assim algumas vezes, mas com 17 anos eu estava bebendo TODOS OS DIAS, sete dias na semana, trinta dias no mês. Eu havia me tornado um alcoólatra e não havia percebido isso ainda.
Eu só queria um abraço e estava com muita vergonha de dizer isso a outro ser humano qualquer que fosse.
Meu pai pregava que eu tinha que ser um cara durão. E eu era. E talvez por isso a garrafa tenha se tornado meu refúgio: ela não me julgava, nunca julgaria.
Ela estava ali comigo, em todos os momentos e situações.
O que estou fazendo aqui não é nenhum tipo de apologia à bebedeira, também não quero bancar o careta só por que larguei (só por hoje, há quase três anos e meio) a bendita garrafa. O que quero dizer é que a ajuda só é encontrada quando se corre atrás. Eu hoje passo com psicóloga. Hoje vou em alcoólicos anônimos. Faço o melhor pra me manter bem. Quando preciso de um abraço, não sinto vergonha de pedir.
Hoje busco lidar bem com meus sentimentos e emoções. Descobri que eles podem ser meus melhores aliados ou meus piores inimigos. Tudo depende de mim, unicamente de mim.
Ainda corro atrás da adrenalina, e isso talvez seja o que mais sinto falta da garrafa. Aquela emoção de beber no trabalho e torcer pra não ser pego. Ou subir em boca de fumo e ter traficante colocando arma na minha cabeça, ameaçando me matar. Ou cheirar tanta cocaína a ponto de não sentir mais o rosto e achar que ia morrer de verdade. Tudo isso dava um pouco de sal à uma vida patética.
Enquanto não acho um substituto pra todas essas merdas que fiz, sigo em frente. Batendo em teclas e esperando o sol nascer pra esperar ele se pôr depois. De vinte e quatro em vinte e quatro horas. Discutindo muito pouco e me mantendo ocupado pra tentar esquecer o abraço que o álcool me dava. Caralho, como sinto falta daquele abraço.
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2020.07.07 04:36 Almadart Essa mensagem que não enviarei

"Queria falar com você"
Depois de tantos anos O que passamos foi quase nada, Eu sei
Já é distante na memória Aquelas tardes infantis Aquele parque perto do portão da escola
Hoje eu me lembro Ainda Talvez infelizmente O seu rosto me encarando em dúvida E minha vergonha Que subitamente deu certo
Dos meus beijos Que foram de nota 6 à 12 No mesmo dia
Da agonia de esperar sua resposta por SMS
E das nossas lágrimas sem motivos
Agora você está com outro E eu estou com sono mas não quero fechar os olhos e rever o pôr do sol eclipsado, refletido nos balanços, no trepa-trepa, na gangorra Atrás das sombras dos seus cabelos
Foi um bom meio mês... Mas não quero ter o pavor de fechar os olhos e perceber que tudo que escrevi depois foi por não estar com você
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.06.28 13:53 AntonioMachado [2016] Domenico Losurdo - Stalin e Hitler: Irmãos Gémeos ou Inimigos Mortais?

Artigo: https://www.marxists.org/portugues/losurdo/2016/03/29.htm
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2020.06.27 19:39 Aresuke Paganismo


Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do Mundo?
Sei lá o que penso do Mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o Sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.

Mas abre os olhos e vê o Sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do Sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do Sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das coisas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes

E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

(Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa)
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2020.06.24 21:14 v1ckys49 Ajuda para Cenário Cyberpunk

Então gente, eu tô com uma idéia de um cenário cyberpunk que eu pensei inspirado no filme O Poço e nos filmes da série Divergente Eu queria muito ideias sobre oq colocar no cenário Se tiverem dúvidas e ideias de como enriquecer esse cenário por favor comenta aí Vai ser minha primeira vez mestrando
É uma parte do mundo que ainda tem vida e que tem 4 níveis de plataformas flutuantes acima do solo e esses níveis definem classes sociais, como as pessoas te tratam e seu estilo extremo de vida Ai queria q tivessem facções mas não iguais as dos filmes da série Divergente, sabe? Queria facções diferentes mas na mesma pegada de testes pra entrar e tudo mais e tem os Zeros que são os sem facções que são usados para experimentos e depois jogados na parte baixa do mundo, que é a antiga terra onde vivíamos, e lá tem várias lendas sobre mutantes que foram usados para experimentos e atormentam as ruas baixas ai lá embaixo as pessoas sofrem muito, lutam pra comer e tudo mais além disso lá não tem luz do sol pq as plataformas acima estão impossibilitando nas plataformas acima vai ter as megacorporações e os experimentos que fazem são ilegais a cidade lá embaixo e as plataformas de nivel 4 e 3 precisam de bolsas de oxigênio por causa da situação do mundo a fauna e flora foi toda modificada depois de guerras e tudo mais
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